Economia

US$ 973,9 mi: exportações de agosto têm a segunda maior média diária mensal

setembro 3, 2013
Tempo de leitura 2 min

As exportações brasileiras somaram, em agosto, US$ 21,4 bilhões, apontando a segunda maior média diária mensal, na série histórica da balança comercial, com US$ 973,9 milhões. O valor é abaixo somente do registrado em agosto de 2011, quando as vendas externas brasileiras atingiram US$ 1,1 bilhão. Considerando a média diária, o crescimento foi de 7,7% em relação a julho deste ano e de 0,1% em relação a agosto do ano anterior.

As importações também atingiram a segunda maior média já registrada, somando US$ 20,1 bilhões ou média diária de US$ 918,1 milhões. Pela média diária, as compras externas brasileiras cresceram 10,2% em relação agosto de 2012 e houve diminuição de 7% na comparação com julho deste ano.

Na soma, a corrente de comércio teve, assim, o segundo maior valor para meses de agosto, totalizando US$ 41,6 bilhões. O recorde do mês aconteceu em 2011, quando foi movimentado US$ 48,4 bilhões. Em relação a agosto de 2012, houve crescimento de 4,8% na corrente de comércio, tendo como base a média diária.

Com os resultados de agosto, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,2 bilhão, sendo o segundo maior saldo positivo deste ano, superado apenas pelo resultado de junho, que atingiu US$ 2,3 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve superávit de US$ 3,2 bilhões, houve recuo de 61,9% no saldo comercial.

Os últimos doze meses. No acumulado de setembro de 2012 a agosto de 2013, as exportações brasileiras somam US$ 238,6 bilhões e as importações US$ 236,1 bilhões, apontando superávit de US$ 2,5 bilhões.

“Para que se entenda o resultado da balança comercial deste ano, é necessária uma compreensão da participação do petróleo e seus derivados  no saldo comercial. Enquanto há uma queda global de 1,3 % nas exportações, vemos uma queda concentrada em petróleo e derivados, no montante de 38%. Tirando o petróleo e os derivados há, na verdade, um aumento das exportações brasileiras. O déficit em petróleo e derivados atinge a casa dos 16 bilhões, enquanto que nos demais produtos há um superávit expressivo de US$ 12 bilhões”, contextualiza os números Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior.

Para o secretário de Comércio Exterior, o impacto do câmbio na balança comercial ainda é fraco. Segundo ele, em curto prazo, a tendência é de redução nas importações de bens de consumo e, em médio prazo, aumento das exportações. “É uma tendência que poderá ser confirmada nos próximos meses”, diz.

China e Argentina. Na comparação de janeiro a agosto deste ano com o mesmo período de 2012, as vendas para a China cresceram 10%. O Mercosul comprou 4,9% mais, sendo que o mercado argentino comprou 9,7% mais mercadorias brasileiras. Só em agosto, as exportações brasileiras para a Argentina aumentaram 13%.

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