Uma nova fase para a indústria

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A indústria, através de suas entidades representativas, tem métricas econômicas que oferecem números tanto para lamentar quanto para nos encorajar.

Entre os primeiros, estão os números que comparam os primeiros semestres de 2008 e de 2009. De janeiro a junho deste ano, dados da Abimaq, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos foi 19,4% menor do que o semestre correspondente de 2008.

Mesmo descontado o fato de que 2008 também foi um ano atipicamente positivo, mas acrescentada a inflação do período, resulta uma perda significativa.

Junho deste ano, contudo, já mostrou a reanimação do mercado com um crescimento de 10,6% em relação a maio.

As estimativas feitas para os meses seguintes mostram que a recuperação prossegue e o setor, enfim,  retoma fôlego e planos.

A comparação entre os dois primeiros semestres, marcados por ambientes econômicos que oscilam entre os extremos do aquecimento e da crise econômica,  e a recuperação que se esboça em escala internacional, sugerem  a  hipótese de um novo padrão para os ciclos econômicos. No mercado globalizado e de crises igualmente globalizadas, surge com força a idéia de que para melhor ou para pior estes ciclos serão mais agudos mas também mais breves.

Existem motivos para acreditar que o mercado industrial brasileiro, que se acredita em fase de franca convalescença, pode  emergir fortalecido deste ciclo. A primeira fase da crise,  mobilizou empresas e governo para um trabalho de revisão que resultou em desoneração fiscal para encorpar o mercado interno e redução de juros para encorajar o empreendedores.

De pouco serviriam as novas taxas de juros se o fluxo do financiamento não fosse aumentado. Isto ocorreu e é reconhecido pelas entidades da indústria especialmente em relação ao desempenho do BNDES, que reduziu de forma importante as taxas de suas linhas de crédito praticamente zerando seus juros reais.

A experiência vivida desde outubro, a conjunção de esforços da indústria e do governo, indicam futuro imediato menos turbulento. A mesma experiência, contudo, mostra a importância de manter o foco na desoneração fiscal dos bens de produção, e nos  incentivos ao investimento.

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4 comentários em “Uma nova fase para a indústria

  1. Otima iniciativa, neste pais de tantos contrastes e tantos talentos, ter um espaço para poder compartilhar informações e tendencias novas na industria, discutir nossos problemas, com quem vive no chão de fabrica. Vamos contribuir e incentivar este blog.

  2. Infelizmente para nós, o estado tem interferido de maneira negativa para a maioria dos seguimentos. Com isso, a verticalização se mantém como tendência na busca de competitividade, caminho inverso de outros países emergentes.
    Desonerar a produção de bens e serviços deveria ser a meta do governo, mas a realidade passa longe disso!

  3. Parabens, ganhamos todos, isto é SINERGIA.
    Sou assinante NEI ja bastante tempo, agora tenho tudo o que necessito; informações técnicas, de quem comprar e onde comprar melhor.
    A todos um abraço.
    Walter Rodrigues Brito Sobral/CE

  4. Na atualidade essa incicativa acompanha a tendencia da internet para a interação plena com o internauta, ganha a democracia, a eficácia da informação e o desenvolvimento tecnoclógico de nosso País, que npelo seu tamanho deve ser continuo, hágil e permanente. Esse Blog já nasceu para ser grande, vamos contribuir! falando inciamente! os temas e produtos industrializados devem ser valorizados no exato tamanho de sua importância; por isso, desejo que todas as pessoas que trabalham em empresas e industrias desse segmentos sejam profissiionais nos termos do inciso XIII da CF/88. Temos que valorizar quem é profissional, seremos imbatíveis e…..

    Saudações a todos.

    José Duarte de Araujo Cuiabá / MT.

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