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UFABC lança Doutorado Acadêmico Industrial

maio 9, 2013
Tempo de leitura 3 min

Sempre em busca de formar parcerias com o setor produtivo, a Universidade Federal do ABC – UFABC apresenta uma nova opção que integra a universidade e empresas. Trata-se do projeto-piloto firmado entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e a UFABC, chamado Doutorado Acadêmico Industrial – DAI. Nesse modelo, a tese tem início em um período vivido pelo doutorando em indústrias, com o objetivo de propor soluções para alguns problemas.

“A ideia surgiu da experiência acumulada durante os últimos anos, tanto no CNPq quanto na UFABC, apesar de haver muita necessidade para aproximar a universidade do setor privado, existem ainda poucas iniciativas concretas para esse fim”, disseram Armando Franco e Klaus Capelle, da Pró-reitoria de Pesquisa da UFABC.

O edital deve sair nas próximas semanas. São 20 vagas. O candidato passará por um processo seletivo cujas regras constarão no edital. Os processos normais incluem entrevistas, análise de currículos e análise dos projetos de pesquisa. Não é preciso ter mestrado para se inscrever, somente ter completado a graduação, e não há restrição quanto à área do projeto ou empresa. Os alunos não precisam ter formação específica em determinados cursos, mas ela deve estar compatível com as indústrias que procurarão.

Após aprovado, o estudante, em acordo com o supervisor acadêmico e o coordenador do DAI, fará a escolha das empresas a partir de uma lista de parceiras da UFABC. Para as indústrias, a única restrição para participar é contemplar um departamento de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O programa é estruturado em duas fases: pré-doutorado e doutorado. Na primeira etapa, o aluno faz estágio de até seis meses em uma a três empresas, em busca de um problema que seja relevante para a indústria e complexo o suficiente para ser digno de um doutorado. Em casos excepcionais e de acordo com empresa, estudante e universidade, podem ser considerados projetos do aluno ou da universidade propostos à indústria.

Na fase do doutorado, o problema escolhido será abordado com orientação de docente da universidade e supervisão de um representante da empresa. Essa etapa tem duração de até quatro anos, sendo prorrogável, em condições particulares, por mais dois anos. Em ambas as fases o doutorando contará com bolsa do CNPq com supervisão da UFABC.

Os frutos oriundos do projeto, sejam eles na forma de propriedade intelectual, produtos ou processos, serão compartilhados entre os conveniados. Os direitos intelectuais e sigilos comerciais da indústria serão preservados. Como o CNPq arcará com os custos das bolsas, ambas as fases serão realizadas sem ônus financeiro para as empresas.

“Esse programa possibilitará o acesso à pesquisa tecnológica para grande número de empresas da região do ABC e, possivelmente no futuro, do território nacional”, comentaram Franco e Capelle.

Em breve, mais informações em: http://propg.ufabc.edu.br/programas-de-pos-graduacao.html

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1 comentário

  • Responder Anderson Pitanga maio 10, 2013 at 10:49 am

    De novo esse projeto não tem nada, a alguns anos o CNPq junto à UFBA(Universidade Federal da Bahia), comandam o PEI(Pós Graduação em Engenharia Industrial), tanto para Mestrado, quanto Doutorado e ambos oferecidos em regime Integral, quando acadêmico e período noturno, para Mestrado e Doutorado profissional. Mania dos paulista sempre querer ser inédito, kkk!

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