Termomecanica investe R$ 300 milhões na expansão das suas linhas de tubos e laminados

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O objetivo é aumentar a competitividade e trazer ainda mais qualidade aos produtos, fortalecendo a empresa na acirrada concorrência internacional, tanto no mercado interno como externo

Como parte de sua estratégia de internacionalização, iniciada com a aquisição das duas primeiras plantas fora do país, no Chile e Argentina, a Termomecanica está reforçando e modernizando as suas linhas de tubos e de laminados. A líder nacional na transformação de cobre e suas ligas em produtos semielaborados deve investir, até 2014, cerca de R$ 300 milhões na expansão das unidades fabris desses produtos, visando aumentar sua capacidade instalada e a competitividade frente à concorrência internacional. Os investimentos englobam obras de engenharia civil, aquisição de equipamentos com tecnologia de ponta, instalação e capacitação da mão de obra.

Com a expansão, o negócio de tubos, incluindo as linhas de refrigeração, para água e pancakes, ganhará uma nova unidade de negócios, com tecnologia de produção contínua, ou seja, com capacidade de produzir mais e com maior agilidade. Em uma primeira etapa, a capacidade instalada atingirá 16 mil toneladas e posteriormente, em uma segunda fase de investimentos, dobrará. Outra parte dos recursos será destinada à área de laminados, visando atingir uma capacidade de produção de 40 mil toneladas em 2012, além da melhoria significativa da qualidade dos seus produtos, permitindo ainda agilizar o cumprimento dos prazos de entrega.

Nosso objetivo com a expansão das linhas de tubos e laminados é aumentar a capacidade para abastecer o mercado interno e alcançar um nível de produção e qualidade que nos permita exportar e, com isso, aumentar nossa participação no mercado internacional”, explica Regina Celi Venâncio, diretora-presidente da Termomecanica. “Além disso, fortaleceremos nossa posição no mercado nacional frente à concorrência, inclusive dos tubos importados”.

A fábrica de tubos receberá uma linha completa de novos equipamentos, englobando em um mesmo processo de fabricação desde o tubo mãe (que consiste no primeiro estágio de produção, após a fundição) até o tubo final, utilizando uma tecnologia conhecida como Casting & Roll. Também será necessária adequação da área já construída, infraestrutura do galpão e também obras para criar sinergia com os demais setores da empresa.  No caso da unidade de laminados, os investimentos incluem um conjunto de fornos Ebner para tratamento térmico de rolos de chapas; uma linha contínua de tratamento térmico e superficial Junker; laminadores para rebaixamento e acabamento de chapas e fresadora de superfície Danieli Fröhling; linhas de corte para diferentes espessuras de chapa; e diversos equipamentos de apoio e infraestrutura.

A expansão também agregará mais valor ao produto final. Segundo a empresa, a Termomecanica passará a ofertar materiais com alta qualidade, maior precisão das especificações técnicas e agilidade, e que antes precisavam ser importados devido às limitações do parque fabril dos produtores nacionais.  Isso será possível graças à alta produtividade, precisão dos novos equipamentos e redução de desvios durante o processo de transformação. No caso específico dos laminados, tecnicamente haverá grande melhoria na precisão de espessura das fitas, dos centésimos de milímetros para os milésimos de milímetros. “Os dois novos laminadores serão capazes de produzir mais do que os oito que estão em atividade atualmente, por isso, o tempo de processo será significativamente reduzido. Sem falar que a repetibilidade dos processos será alcançada através do controle automático que independe do operador e haverá uma melhoria significativa do aspecto superficial”, explica Murilo Antunes de Oliveira Filho, Diretor Industrial.

Após a conclusão dessa expansão, já existem alguns outros planos envolvendo a ampliação de outras linhas de produtos e novas plantas. “Temos a preocupação de investir constantemente, somente nos últimos três anos foram R$ 280 milhões e mais R$ 19 milhões direcionados à Pesquisa & Desenvolvimento. Quando não é em expansão, o foco é na atualização tecnológica das fábricas, trazendo máquinas e equipamentos modernos. Tudo com recursos próprios e dividendos da acionista Fundação Salvador Arena”, finaliza Regina Celi Venâncio.

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