Setor de PU está adequado ao Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH)

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O setor de poliuretanos, que produz espumas aplicadas em diversas indústrias, está adequado e apóia o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs – PBH, que limita o uso do gás até seu banimento total e é conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo PNUD, seguindo o Protocolo de Montreal. A Comissão de Poliuretanos da Abiquim defende que as empresas sejam orientadas a substituírem o gás utilizado para a expansão das espumas por substâncias alternativas seguras, que não causem danos à camada de ozônio nem induzam ao aquecimento global.  As alternativas tecnológicas recomendadas e aprovadas atualmente pelo PNUD são: base d’água e hidrocarbonetos. 

“A substituição do HCFC’s deve ser feita pelos produtores de espumas levando em consideração dois pontos muito importantes no momento em que estiverem avaliando as alternativas disponíveis no mercado de sistemas de poliuretano. Primeiro as empresas precisam levar em consideração os aspectos de segurança dos agentes de expansão alternativos e se for o caso, preparar adequadamente sua produção para processá-los de forma segura. O segundo ponto a avaliar é a performance que a espuma final terá em relação a eficiência energética e consumo de matéria-prima.  Somente tendo um balanço positivo nestes dois aspectos quando comparado a alternativa anterior, poderemos dizer que eliminação do HCFC’s foi realizado com sucesso. Respeitando estes aspectos estamos movimentando o mercado para um patamar superior em termos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente”, avalia Marco Fay, da Comissão Setorial de PU da Abiquim.  

O cronograma para a eliminação dos HCFCs no Brasil estabelece o consumo médio de 2009/2010, como a linha de base e determina que em 2013, o consumo permaneça congelado; em 2015, a redução deverá ser de 10% em relação à linha de base; em 2020, a redução deverá ser de 35% em relação à linha de base; em 2025, será de 67,5% e em 2030 chegará a 97,5% de redução, mantendo o uso apenas nos setores de serviços e, finalmente, em 2040, o uso do gás será totalmente eliminado.

As empresas dos países em desenvolvimento, como o Brasil, poderão ter apoio financeiro do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal para a migração para novas tecnologias. Para isso deverão seguir as regras internacionais estabelecidas pelo Protocolo e pelo MMA e PNUD no Brasil. O MMA pretende publicar nas próximas semanas, para consulta pública, os procedimentos a serem seguidos.

Para saber mais sobre os conceitos, as etapas, os prazos e acompanhar o Programa Brasileiro de Eliminação acesse  www.protocolodemontreal.org.br.

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