SENAI investirá R$ 1,5 bilhão em 34 novos laboratórios para inovação

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O SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial vai investir R$ 1,5 bilhão, até 2014, para criar Institutos de Inovação, com 34 laboratórios destinados a ampliar a inovação nas empresas e dar apoio à futura Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a chamada Embrapa da indústria.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17), pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, após reunião da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), no escritório da CNI em São Paulo. A MEI, programa coordenado pela CNI com o objetivo de duplicar para 80 mil o número de empresas inovadoras no país, reúne regularmente os dirigentes das maiores empresas do país. “ Os laboratórios abrangerão ampla área de atuação, como desenvolvimento de materiais, por exemplo”, informou Andrade.

O secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Elias, que participou da reunião da MEI, revelou que as empresas que apresentarem projetos de inovação de produtos e processos à Embrapii terão garantido 1/3 dos investimentos necessários. Tais recursos virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O restante será completado pelo setor privado e instituições de pesquisa ou laboratórios.


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Segundo Elias, inicialmente a Emprapii, que terá capital de R$ 90 milhões e cuja criação será formalizada esta semana, será formada pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica, Instituto Nacional de Tecnologia e o SENAI-Cimatec (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia), da Bahia.  Mais 30 instituições de pesquisa e inovação serão conveniadas posteriormente à futura empresa. “Esses institutos e o SENAI serão os pontos focais para o encaminhamento dos projetos, que terão de ser propostas para dar resultados e relevância à indústria brasileira”, explicou.

O presidente da CNI ressaltou que a fase de viabilidade dos projetos de inovação é a mais complexa e difícil para as empresas por envolver altos riscos e, em conseqüência, possibilidade de perda dos investimentos. “Com o modelo da Embrapii,  as empresas terão mais segurança para investir em inovação”, avaliou ele.

Para o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, que também participou da reunião da MEI, não há risco de redução dos investimentos em inovação, apesar da crise econômica internacional. “Os planos de investimento no Brasil estão firmes, estão mantidos. Não estamos vislumbrando desaceleração dos investimentos. Portanto, acreditamos na capacidade da economia brasileira de sustentar o crescimento, apesar dos efeitos da crise internacional” assegurou.

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