Economia, Feimafe 2013

Feimafe 2013 – NEI antecipa mais de 40 produtos que serão destaque no principal evento de máquinas-ferramenta do País

maio 6, 2013
Tempo de leitura 4 min

A 14ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe acontecerá de 3 a 8 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento espera reunir 70 mil visitantes e 1.300 marcas nacionais e internacionais, com foco nas novas tecnologias relacionadas a máquinas-ferramenta, automação, controle de qualidade integrado à fabricação, dispositivos, componentes e ferramentas. Alguns desses destaques, pesquisados pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções, você confere em NEI.com.br.

Um estande temático também será destaque da feira. Com slogan “Excelência do projeto ao produto” e coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, o espaço promete mostrar o processo de fabricação de uma peça, desde o desenvolvimento do projeto, a partir de sistemas relacionados à Tecnologia da Informação – TI, como CAD-CAM e Product Lifecycle Management – PLM, até a medição tridimensional.

A Feimafe 2013 acontece no momento em que a indústria brasileira dá alguns sinais de retomada. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, no mês de fevereiro o setor faturou R$ 5,981 bilhões, representando alta de 13,9% em relação ao mês anterior. As exportações somaram US$ 719,03 milhões, acréscimo de 2,7%. Os 72% do Nível de Utilização da Capacidade Instalada – NUCI apontados no segundo mês do ano representam alta obtida de 0,8%. Pelo segundo mês consecutivo, em fevereiro o volume de pessoas empregadas aumentou 0,9% frente a janeiro.

Em relação às perspectivas sobre o cenário econômico, o empresariado brasileiro está mais otimista. De acordo com a Sondagem Industrial, realizada em março pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, nos próximos seis meses a indústria nacional prevê aumento da demanda, das exportações, da compra de matérias-primas e do emprego. O indicador de demanda saiu de 59,8 pontos para 60,7 pontos, o de exportações das pequenas, médias e grandes empresas atingiu média de 53,9 pontos, o de compra de matérias-primas subiu para 58,4 pontos e o de número de empregados alcançou 53,3 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem. Acima de 50 indicam previsão positiva.

Pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp reafirma as expectativas da CNI, mostrando que em março a percepção dos empresários em relação ao cenário econômico melhorou: 56,8 pontos contra 52,2 pontos da medição de fevereiro. Além disso, ainda segundo a Fiesp, a soma da atividade industrial paulista nos dois primeiros meses do ano foi 2,8% maior frente ao mesmo período de 2012.

A previsão de recuperação também é apontada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Entre 2013 e 2016, os investimentos devem crescer cerca de 30% frente ao quadriênio 2008-2011, alcançando R$ 3,807 trilhões. Só os segmentos de logística, devido aos investimentos de infraestrutura, e petróleo & gás, em função do pré-sal, investirão R$ 584 bilhões nos próximos anos.

Os incentivos
Redução das tarifas de energia elétrica, queda contínua das taxas de juros, benefícios financeiros para estimular a inovação e prorrogação da taxa reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI (principalmente para automóveis e caminhões) são os já conhecidos incentivos do governo para – e que devem – aquecer o mercado industrial. No pacote, vale destacar o Plano Inova Empresa e o Programa de Sustentação do Investimento – PSI, além dos altos investimentos em obras de energia e infraestrutura, em função dos grandes eventos esportivos.

Recém-anunciado pela presidenta Dilma, o Inova Empresa é um plano de investimento em inovação que prevê a articulação de diferentes ministérios e a liberação de apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e de financiamento a instituições de pesquisa. Até 2014 serão investidos R$ 32,9 bilhões em inovação. Destinado a empresas brasileiras de todos os portes que tenham projetos inovadores, inclusive as do setor industrial, o plano objetiva aumentar a produtividade da indústria nacional através da inovação tecnológica em produtos, processos e serviços – condição essencial para tornar o produto nacional mais competitivo.

Com orçamento de R$ 100 bilhões, o Programa de Sustentação do Investimento – PSI é uma linha de crédito que financia a compra de bens de capital (máquinas e equipamentos) e investimentos em tecnologia e inovação. Do total, R$ 85 bilhões são recursos próprios do BNDES, e os R$ 15 bilhões restantes estão com os principais bancos privados e públicos. A ideia do governo federal é aumentar em 8% o volume de investimentos, contribuindo para “um crescimento vigoroso do Produto Interno Bruto – PIB nacional”, como afirma Guido Mantega, ministro da Fazenda.

A promessa do PSI é agilizar a liberação de recursos com taxas e prazos convidativos. No caso de bens de capital, a taxa de juros no primeiro semestre de 2013 é de 3% ao ano e o prazo é de até 120 meses, incluída a carência de 3 a 36 meses. Para ver em detalhes os itens financiáveis, taxas e prazos, acesse bit.ly/10uMhQe.

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