Populismo verde: ouça o silêncio 7 | Conclusões

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Todas as causas socioambientais são dignas, se formos todos responsáveis no desenvolvimento e preservação do planeta, o que, na prática, não acontece. Exortações ao “sacrifício de todos” em defesa do bem comum são assim interpretadas: uma minoria (no máximo 20%) ficará com o bônus e a maioria (no mínimo 80%) ficará com o ônus.

Quando se fala de convergência econômica e social, as frases de efeito e os preconceitos devem ser deixados de lado. O que verdadeiramente importa são os benefícios SMART (specific, measurable, achievable, relevant and time-bound – específico, mensurável, atingível, relevante e oportuno).

O que nós somos nos controla, e ecoa tão alto, que as partes interessadas (stakeholders) não conseguem ouvir o que nós dizemos ao contrário. Para o aprimoramento das práticas empresariais e das políticas públicas o silêncio dos benefícios irrelevantes e inoportunos de nossas práticas de “greenwashing” – uma demão de verde, e de “socialwashing” – a tradicional filantropia empresarial travestida de responsabilidade social é, às vezes, mais eloquente que os discursos.

Ouça o inaudível. Como afirmou o poeta italiano Arturo Graf, “Quem quiser ouvir a voz sincera da consciência precisa saber fazer silêncio em torno de si e dentro de si.” Ouvir o silêncio é imprescindível.

Posts da série:

Populismo verde: ouça o silêncio 1

Populismo verde: ouça o silência 2 | Código Florestal

Populismo verde: ouça o silência 3 | Mudanças Climáticas

Populismo verde: ouça o silência 4 | Sacolas Plásticas

Populismo verde: ouça o silência 5 | Programas corporativos de qualidade de vida e sustentabilidade

Populismo verde: ouça o silência 6 | Produção e Consumo Sustentáveis

Crédito: Decio Michellis Jr. é licenciado em eletrotécnica pela UNESP, extensão em Direito da Energia Elétrica pela UCAM, com MBA em Gestão Estratégica Socioambiental em Infraestrutura pela FIA/USP.

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