Para doutor da Unicamp, número de patentes no País é reduzido pela falta de cultura e apoio empresarial

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Conforme dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial – Inpi, os depósitos de patentes em 2011 chegaram a 32 mil. O número não representa nem 10% dos pedidos de países como Estados Unidos, Japão, China e algumas nações europeias. Rodrigo Alves de Mattos, doutor em ciências e mestre em físico-química pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, apontou como causas a falta de cultura e apoio do setor empresarial para o incremento da ciência e da inovação.

“É muito desvalorizado, na indústria brasileira, o perfil de profissional de pesquisa, de academia”, criticou. “Lá fora, o comprometimento e o grau de investimentos das empresas são outros. Da forma como esse profissional é tratado no Brasil, é como se ele não existisse.” No País, o maior número de pedidos de patentes ainda é feito pelo setor público, como agências de fomento, universidades e empresas públicas.

Tanto as pesquisas de mestrado como as de doutorado de Mattos foram realizadas concomitantes com sua atividade profissional. O estudioso desenvolveu toda sua carreira de pesquisador no Instituto de Química da Unicamp, atuando também como químico em empresas nacionais e multinacionais, fora do País. “Mesmo não recebendo suporte financeiro para a realização da pesquisa, a Unicamp, o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] nos possibilitaram elaborar patente e também apoiaram a apresentação do trabalho em congressos científicos nacionais e internacionais”, comentou.

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