Padrões internacionais de qualidade de soldagem a favor da indústria brasileira

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Aumentar a qualidade do projeto, assegurando que as partes de um equipamento ou peça sejam unidas da forma mais resistente possível é o objetivo das normas internacionais mais utilizadas no Brasil: American Welding Society – AWS e a American Society of Mechanical Engineers – ASME. Outros padrões reconhecidos – e seguidos – são os da norma de soldagem da Petrobras. “A tendência é que mesmo empresas que ainda não são exportadoras adotem padrões internacionais de qualidade”, conta Marcel Heinz, especialista em metalmecânica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai de Santa Catarina.

Para obter padrão de excelência, a solda precisa resistir a diversos eventos mecânicos, desde tensão, torção e atrito até adversidades químicas, como ação da umidade e corrosão marítima. “A solda de uma caldeira, por exemplo, precisa ser resistente o bastante para aguentar a pressão sem ceder. Uma estrutura de construção precisa aguentar o peso da cobertura e ventos fortes”, explica Heinz. Além dos eventos mecânicos, para serem resistentes as soldas não devem ter deformidades em suas superfícies ou em seu interior.

Nesse cenário, o Senai de Santa Catarina fornece consultoria para as empresas do Estado, visando assegurar a conformidade das soldas utilizadas às normas internacionais. As consultorias do Senai/SC promete trabalhar tanto com a qualificação dos profissionais quanto com os processos de planejamento, controle e verificação da soldagem.

No processo de qualificação, os trabalhadores e o processo são avaliados antes da execução de um projeto de soldagem. A execução é feita em um corpo de prova (material com as mesmas características do produto a ser modificado). Posteriormente, a solda de teste é levada para análise metrológica, utilizando a rede de laboratórios do Senai/SC. No laboratório, o teste pode ser verificado com mais objetividade e precisão, facilitando a identificação de falhas ou desconformidades com as normas. Resistência, tração, impacto, dureza estão entre os aspectos avaliados.

A atuação da consultoria do Senai antes era realizada apenas na região Norte de Santa Catarina. A partir deste ano passou a atender o Vale do Itajaí. Desde então, 12 empresas do Vale e Alto Vale do Itajaí recorreram às consultorias do Senai. As indústrias são do setor metalmecânico, fabricantes de estruturas para móveis, caldeiras, empresas de engenharia civil, montagem e manutenção de equipamentos, elevadores e de projetos especiais.

Além do Vale do Itajaí e Norte do Estado, empresas de outras regiões que tenham interesse na consultoria também podem solicitar atendimento.

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