Energia

Oportunidades da indústria numa economia de baixo carbono

junho 29, 2010
Tempo de leitura 3 min

As emissões de gases de efeito estufa (GEE), assim como a poluição de uma forma geral, pode ser considerado um sinal do uso improdutivo dos recursos naturais. Requer uma honesta comparação em relação às melhores práticas vigentes no mercado técnica e economicamente viáveis e a decisão de se fazer alguma coisa a respeito. A chave do sucesso da indústria numa economia de baixo carbono reside no processo de governança climática intrinsecamente ligada ao processo de expansão da noção de governança corporativa através de estratégias de redução das emissões de GEE, acompanhada pela prospecção de linhas de produtos e serviços de baixa intensidade de emissões (carbon low-intensive).

Consiste na ponderação sistêmica de riscos através de uma melhor compreensão de suas emissões de GEE, analisando as ameaças e quantificando os custos e as diferentes medidas para reduzir o consumo de energia e emissões (menor consumo, métodos mais limpos de extração, processamento e utilização de energia e matérias primas).

Igualmente aproveitar todas as oportunidades que as políticas públicas em regulamentação podem oferecer para redução de custos e baixar preços: fomento para reduções de emissões de GEE; ampliação do prazo de renovação de licenças ambientais; priorização e menores taxas de juros em financiamentos públicos; incentivos fiscais; mercado de permissões; receitas não-operacionais de créditos de carbono; novas políticas energética e fiscal para a conservação de energia e o aumento da participação das fontes renováveis na matriz energética.

Na oferta de novos produtos e serviços é preciso considerar a possibilidade de atuar com todas as forças em um segmento específico da nova economia de baixo carbono seja com a diferenciação com estratégias de nicho, criando algo único no mercado, ou que tenha baixa oferta e demanda maior que essa oferta.

A gestão estratégica da indústria numa economia de baixo carbono por resultados compreende: i) fazer mais com menos emissões de GEE; ii) uma cultura voltada a resultados e ao efetivo  “fazer acontecer” (produtos e serviços “carbon low-intensive”); iii) melhoria na prestação dos serviços e da satisfação dos usuários, independentemente dos níveis de recursos alocados na redução de emissões de GEE; e iv) empreendedorismo sustentável e parcerias para atender as necessidades essenciais da sociedade em uma economia de baixo carbono.

A indústria necessita de investimentos crescentes em ciência, tecnologia e inovação e usar este conhecimento para auferir vantagem competitiva para melhorar a vida no mundo em desenvolvimento.

A sustentabilidade é uma maneira de fazer negócios que permite o aumento da competitividade e cria valor para os acionistas em uma perspectiva de longo prazo, através do aproveitamento das oportunidades e do gerenciamento dos riscos derivados de desenvolvimentos nas dimensões econômicas e socioambientais na busca da melhor maneira de viver e conviver, aqui e agora.

Crédito: Decio Michellis Jr. é licenciado em eletrotécnica pela UNESP, extensão em Direito da Energia Elétrica pela UCAM, com MBA em Gestão Estratégica Socioambiental em Infraestrutura pela FIA/USP.

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