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O que você pode aprender com o exemplo de negócios da Siemens e da Natura

agosto 17, 2011
Tempo de leitura 4 min

Tive a grata felicidade nos últimos 15 dias de visitar grandes empresas brasileiras na companhia de altos executivos americanos e de fazer parte de uma coletiva de imprensa com líderes de coaching, além de ser convidado para uma noite de comemoração em que um dos maiores empresários do mundo apresentou o seu pupilo, presidente de uma das maiores empresas do Brasil, a Ambev.  Nessas três ocasiões, as lições foram muitas, a sabedoria profunda e os temas incrivelmente semelhantes.

A primeira oportunidade foi de ciceronear 26 executivos americanos que cursam o Fast Track da mais reconhecida universidade de empreendedorismo do mundo.  Há 17 anos consecutivos, a Babson College é eleita top mundial nesse campo de estudo.  Alguns dos seus alunos de Executive Education vêm ao Brasil tentar entender o que acontece no “B” dos BRICs em relação ao empreendedorismo, intraempreendedorismo e inovação.  Houve visitas à Natura e, na área industrial, ao departamento de Inovação da Siemens. Ambas com “n” décadas de sucesso (Siemens com mais de um século) e com seus periscópios apontados para décadas muito além do horizonte de 2011.

Muitos empresários vão pensar: “Lógico que pensam lá na frente… Olha o tamanho das empresas”.  Mas ambas contaram as suas histórias datando de épocas em que eram minúsculas; porém sempre mirando a grandeza.  A primeira lição comum aos três eventos citados acima é: mesmo que comece pequeno, pense grande desde o primeiro dia.

Imagina a visão da Siemens cem anos atrás.  Lá na Alemanha, bem no início do século 20, já previram o potencial do Brasil, e aqui se instalaram.  E mais recentemente, antes de se falar nos BRICs, a Siemens previu que o gigante sonâmbulo estava para despertar.  A empresa reforçou os seus investimentos no Brasil acreditando na “profecia” de seu Departamento de Inovação: o século 21 seria brasileiro.  Esse Departamento, liderado pelo Sr. Ronald Dauscha – um dos palestrantes do último NEI International Industrial Conference & Show – vasculha tendências do futuro para determinar o caminho que a Siemens tem que começar a preparar hoje.  Algumas das “profecias” geradas pela campanha “Picture of the Future” não cabem no modelo de negócios da Siemens, mas o know-how adquirido nunca é fundo perdido… Nesses casos, é vendido para outras empresas que poderiam se beneficiar do conhecimento adquirido pela Siemens.

A Natura, naturalmente, também está de olho no futuro, mas de uma maneira mais holística e sistêmica.  Através da lente desse olhar, a Natura enxerga um futuro construído tanto pelo bem-estar-bem dos seus funcionários e consultoras, quanto dos seus clientes.  A empresa busca proativamente modelos que visam melhorar a qualidade de vida do funcionário e, consequentemente, o seu maior engajamento nos objetivos da comunidade de stakeholders que é o todo da empresa, e a empresa como um todo. Atualmente, importam, estudam e tentam implementar a filosofia e práticas do “modelo integral” do guru americano Ken Wilber, entre outros pensadores mundialmente reconhecidos.

Desde os seus primeiros dias, as duas empresas buscam e continuam buscando, mais do que nunca, um futuro grandioso.  A Siemens vai por um caminho industrial mais racional, linear e cartesiano. A Natura, por um caminho orgânico, mais intuitivo, circular e (até) quântico. Nessa jornada rumo ao futuro, a Siemens nos mostra quão importante é estar focado no futuro do nosso ramo através de uma pessoa ou departamento designado para executar essa tarefa de enxergar longe.  Por outro lado, a jornada da Natura nos lembra quão importante é a qualidade de vida do cliente interno: o funcionário.  Não pensam no futuro da empresa sem levar em conta o futuro de cada funcionário dentro dela.

São essas algumas das lições da primeira dessas três ocasiões que vivenciei.  Na próxima oportunidade, descreverei as lições da segunda ocasião, que envolveu grandes coaches que atendem grandes empresas, como a Toyota.

Crédito: Mark Lund é consultor, palestrante e especialista em empreendedorismo. O seu conhecimento prático nessa área vem de 20 anos construindo duas marcas e duas operações comerciais no ramo alimentício. Sua experiência gerou convites pela FGV para expor os seus cases, e esses convites foram estendidos para palestras diante de MBAs da renomada líder mundial no ensino de empreendedorismo, a Babson College de Boston, EUA.

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