Economia

Instituto Aço Brasil prevê recuperação gradual do setor de aço neste semestre

Redação de NEI
Escrito por Redação de NEI em 30 de julho de 2020
Instituto Aço Brasil prevê recuperação gradual do setor de aço neste semestre
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Setor propõe medidas para a retomada sustentada da indústria e manutenção de empregos

Os dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil revelam um desempenho negativo do setor de aço no primeiro semestre, em relação ao ano passado, refletido pelo impacto da Covid-19 no Brasil e no mundo.

De acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção brasileira de aço bruto caiu 17,9%, enquanto as vendas internas sofreram queda de 10,5% de janeiro a junho, mesmo percentual de decréscimo do consumo aparente (-10,5%). As exportações diminuíram 8,1% e as importações, 17,0%.

No entanto, os números apresentados em junho em comparação ao mês de maio refletem o início da trajetória de recuperação.

Dentre os números, as vendas internas apresentaram aumento de 29,6%, o consumo aparente subiu 29,4% e as exportações aumentaram 14,5%. Porém, a produção no mês de junho não obteve a mesma melhora em relação ao mês anterior, apresentando queda de 5,0%.

Ainda assim, não inibiu a confiança do setor na recuperação econômica, fazendo com que, em julho, o indicador ICIA (Índice de Confiança da Indústria do Aço) ultrapassasse o patamar de 50 pontos, linha divisória entre a confiança e a falta de confiança.

Atingindo 62,8 pontos – 15,9 pontos a mais em comparação ao mês anterior -, o ICIA de julho se aproxima do patamar pré-pandemia, que atingiu 70,2 pontos em fevereiro.

Propostas para a recuperação

Operando com apenas 48,5% da sua capacidade – 10 dos 32 altos-fornos existentes no Brasil, continuam paralisados -, o setor acredita que a retomada do mercado interno ocorrerá de forma gradativa. Portanto, o Instituto Aço Brasil considera que a exportação é a alternativa de curto prazo para reduzir a ociosidade das empresas do setor. O maior incremento das exportações depende, no entanto, da recomposição do Reintegra, mecanismo pelo qual é feito o ressarcimento às empresas dos tributos presentes nas exportações que prejudicam a competitividade dos produtos brasileiros.

O restabelecimento da alíquota do Reintegra no patamar de 3% possibilitará que a indústria de transformação recupere os níveis de produção anteriores ao início da pandemia e possa aumentar a oferta de empregos qualificados no País. Trata-se de medida de caráter transitório até que ocorra o fim da cumulatividade de impostos, preconizada na reforma tributária, ainda em discussão no Congresso Nacional.

No mercado doméstico, a expectativa do setor é que os projetos de infraestrutura e a construção civil sejam os principais drivers de consumo de produtos siderúrgicos, com uma retomada mais lenta dos demais segmentos consumidores, como o automotivo.

Os países que tiveram suas economias impactadas negativamente pela Covid-19 adotaram medidas ainda mais restritivas de defesa comercial, visando à proteção de sua indústria e dos empregos.

Além das dificuldades comerciais, a Covid-19 ainda expôs a grande dependência que a maior parte dos países têm em relação a aquisição de insumos e produtos fabricados, principalmente, na China.

Toda esta situação de vulnerabilidade gera reflexão sobre a necessidade de fortalecer as cadeias produtivas nacionais, para redução da dependência de outros países, valorizando a pesquisa e a inovação tecnológica e priorizando a geração de empregos no País.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Aço Brasil.

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