Economia

Mais da mesma fórmula

setembro 29, 2009
Tempo de leitura 1 min

A indústria entra no último trimestre de 2009 experimentando dupla e contraditória sensação.

foto_dialogo_outAlívio, com certeza, porque reconhece a eficácia das medidas anticrise praticadas pelo governo, mas também incertezas que travam as decisões até dos mais ousados.

Como o mais afetado dos setores econômicos, a indústria tem direito a suas dúvidas, e as últimas manifestações do Ministério da Fazenda e do Banco Central reconhecem a especificidade da situação de nossa indústria no cenário pós-crise.

Em primeiro lugar, parece garantido que não será desmobilizado o elenco de providências adotadas para surfar a gigantesca “marola” que nos acometeu vinda do norte, até porque é preciso manter a vigilância contra eventuais e possíveis recaídas.

Medidas de ordem financeira, entre as quais a sustentação de uma política de juros que encoraje a produção, associadas a novas medidas no campo fiscal, como por exemplo a aguardada e sempre protelada  desoneração da folha de pagamento, são providências que não eliminam, mas vão impactar positivamente no sempre desgostante e desgastante “custo Brasil”.

O conjunto das medidas em gestação para apoiar a indústria revela que seu objetivo mais importante é a melhoria da competitividade da indústria nos mercados interno e externo.

A crise que atormentou o mundo nos últimos 12 meses serviu para revelar com maior clareza as nossas insuficiências e deve servir agora para orientar um programa de reativação e nova fase de desenvolvimento da indústria. Um programa que passa necessariamente pelas providências fiscais e financeiras, como as que mencionamos acima, mas também – quiçá devamos dizer sobretudo – pelo apoio à inovação.

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