LNLS busca empresas parceiras para construção do novo acelerador de partículas

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O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron – LNLS, de Campinas-SP, busca empresas brasileiras para participar da construção de Sirius, a nova fonte de luz síncrotron, de terceira geração, que deverá substituir a atual, chamada UVX, em operação desde 1997. A previsão, segundo Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, é de que o primeiro feixe de luz de Sirius seja emitido em meados de 2016 e que os pesquisadores comecem a usar o equipamento em 2017.

Na última semana de maio, começaram os trabalhos de terraplanagem do terreno desapropriado pelo governo do Estado de São Paulo, onde será construída a nova fonte síncrotron, um anel com 518 metros de circunferência, em um prédio do tamanho de um estádio de futebol.

Voltado para a pesquisa científica, o equipamento funciona como um enorme microscópio, que permite que estudiosos de áreas diversas enxerguem a estrutura molecular dos materiais ao iluminá-los com a radiação da luz síncrotron. Segundo Silva, por suas características técnicas, o Sirius será o único de terceira geração na América Latina. O novo acelerador permitirá, por exemplo, o estudo detalhado das propriedades do aço, chegando até os átomos desse material.

O projeto prevê a construção dos aceleradores de elétrons e de 13 linhas de luz, como são chamadas as estações de trabalho nas quais os cientistas fazem suas pesquisas com a luz produzida no anel. A fonte atual, de segunda geração, atende mais de 1,5 mil pesquisadores por ano e é usada por empresas como Petrobras e Braskem.

Hoje o LNLS promove o workshop Parcerias Sirius para apresentar a potenciais parceiros os desafios tecnológicos envolvidos na construção. A expectativa é que ao menos 70% do projeto seja feito com a participação de empresas e parceiros brasileiros, sem contar a obra civil, que deverá ser 100% nacional. Com custo estimado em R$ 650 milhões, parte do projeto será financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Já há duas possibilidades de parcerias, segundo Roque: a empresa Weg, para a construção de ímãs, e a Tecnomecânica, que fornecerá tubos de cobre que pedem laminação diferenciada.

“Selecionamos um conjunto de desafios, que podem ser conferidos na página do projeto na internet”, afirmou Silva. Entre os 29 desafios, há, por exemplo, monitores fluorescentes de perfil de feixe de elétrons e desenvolvimento de fontes de corrente de baixa potência. Mais informações: http://lnls.cnpem.br/parceirossirius.

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