Lições e opiniões para lembrar em 2010

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Neste final de ano cabe, com mais razões do que no passado, cumprimentar todos os que contribuíram para que o ano de 2009, que prenunciava catástrofe econômica sem precedentes, termine com uma economia governável e promissora. Um cumprimento que inclui todos os brasileiros.

foto_dialogo_dez_09A fórmula usada pelo Brasil para alcançar os resultados mencionados combinou renúncias fiscais, aumento do crédito disponível com simultânea redução de juros e fortalecimento do mercado interno via gastos governamentais. A fórmula funcionou e, já no segundo trimestre do ano, o PIB revelava a reação econômica.

Essa fórmula, aliás, com variações de grau apenas, foi e está sendo aplicada nos países mais afetados pela crise, entre os quais os Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Japão, nesses casos com resultados mais modestos do que os obtidos no Brasil, nem tanto pelas diferenças de dosagem da fórmula ou virtudes insuspeitadas, e mais pela estrutura econômica daqueles países, cujo equilíbrio econômico está fortemente associado às suas exportações.

No início de outubro, durante nossa cobertura da EMO – a principal feira mundial de máquinas-ferramenta – ouvimos de empresas europeias e norte-americanas análises mais otimistas. Acreditava-se então que a economia da maioria dos países industrializados já tinha obtido suficiente equilíbrio, nterrompido a série decrescente dos respectivos PIBs e iniciado a fase de recuperação.

Sobreviviam, porém, alguns temores de recaída, e os presidentes de associações industriais europeias, reunidos em Milão a propósito da feira e da crise, pediam – quase exigiam – de seus governos a extensão, por tempo indeterminado, dos estímulos fiscais e das facilidades de crédito adotadas. Tudo muito parecido com as estratégias e reivindicações das entidades que representam a indústria em nosso País.

No início de novembro, as boas notícias da economia norte-americana ampliaram as esperanças de que o mercado global renascerá com o vigor já demonstrado em passado recente.

Também ouvimos dos mesmos dirigentes das associações industriais uma opinião unânime – a tranquilidade futura passa necessariamente pela disciplina dos mercados financeiros, incluída uma redução dos spreads bancários, e pela aplicação mais eficiente dos recursos oficiais, permitindo aumento dos investimentos com simultânea redução de impostos.

Esse melhor dos mundos visualizado pela indústria ouvida em Milão depende também de forte apoio empresarial à inovação. Ela será o diferencial e ditará o ritmo da recuperação de cada país.

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