Lições Aprendidas, Logística Reversa e Equipamentos para Reciclagem: um olhar multicultural.

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Entrevista realizada pela Profa. Dra. Ana Paula Arbache com o representante da empresa espanhola IMABE IBERICA, sr. Javier Toríbio – Maio de 2011.

Assuntos voltados à logística reversa são de grande interesse para empresários que buscam aliar esta prática ao lucro da empresa. A partir de uma demanda legal, as empresas estão se empenhando para usá-la de forma estratégica e inteligente, buscando aliados para gerar regularidade ambiental e lucro em sua cadeia produtiva. Uma vez que estamos vivenciando, cada vez mais, a troca multicultural de lições aprendidas, procurei conhecer um pouco mais as questões relativas à logística reversa e os equipamentos que podem contribuir para sua prática, a partir de uma empresa espanhola. Em recente entrevista com um representante de máquinas para reciclagem advindas da Europa, foram apresentadas as especificidades e “vantagens” que podem ser agregadas às práticas de logística reversa em nosso cenário. Os questionamentos abaixo foram discutidos com Javier Toríbio Miquel, que representa a IMABE IBERICA no Brasil, e o foco incidiu na questão da viabilidade econômica e na integração das práticas de logística reversa.

O que são e para que servem

A maquinaria da que falamos são máquinas e equipamentos para a recuperação de materiais recicláveis (sucatas, papel, plástico, RSU e RSI) em benefício do meio ambiente e dos processos industriais.

Vantagens dos equipamentos de reciclagem da Europa

• Experiência de mais de 40 anos na fabricação.

• Tecnologia de primeira linha e de vanguarda utilizada na fabricação dos equipamentos.

• Fabricação com aços especiais, para que os equipamentos tenham uma longa vida.

Viabilidade economica

• O custo econômico pela compra dos equipamentos é recuperado em curto prazo.

• No caso da maquinaria para o tratamento de sucata, papel, papelão, etc., consegue-se valorizar o material recuperável e seu preço no mercado é maior, além de contribuir para uma poupança energética (eletricidade, combustível etc.).

• As plantas de reciclagem de RSU não são viáveis economicamente, porque o preço dos materiais recuperados é oscilante; seria viável se fosse imposto um sistema de pagamento de um fee de reciclagem de todas as empresas a um órgão gestor, tal como sucede na maior parte dos países europeus (www.ecoembes.com (Espanha), www.pontoverde.pt (Portugal)).

O que as empresas podem fazer com esses equipamentos para integrar a gestão de logística reversa

• Têm que incorporar os equipamentos como uma parte a mais de seu processo de produção e utilizá-los para reciclar aqueles elementos que foram postos em circulação no mercado como bens de consumo.

• Com a incorporação dos equipamentos, consegue-se minimizar o custo de tratamento dos materiais recicláveis e isso influi no consumo de outras energias, como elétrica ou combustível.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.

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1 comentário em “Lições Aprendidas, Logística Reversa e Equipamentos para Reciclagem: um olhar multicultural.

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