Indústria do plástico no Rio recebe incentivos

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Neste mês, foi lançado o programa “Rio, a Nova Fronteira do Plástico”, que, por meio de capacitação profissional e incentivos tributários e financeiros, quer atrair novas empresas e impulsionar a expansão das instaladas. Trata-se de parceria entre o governo do Estado do Rio de Janeiro, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro – Simperj e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae.

Cursos serão implantados pelo Senai para atender as demandas do segmento. O Sebrae ficará responsável pela capacitação dos empreendedores. Outras ações do programa são os incentivos tributários e financeiros, que devem atender toda a cadeia. O percentual passa de 6% para 4% na venda de produtos plásticos e de 19% para 12% na venda de resinas pelos atacadistas. Também serão beneficiados, com redução de 19% para 12%, distribuidores de resinas de outros Estados.

O incentivo financeiro será por meio da Agerio – Agência Estadual de Fomento, que disponibilizará a linha Pacote Plástico Produtivo. Entre os principais itens financiáveis estão máquinas e equipamentos, capital de giro e implantação, expansão e modernização da capacidade produtiva. Já a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro – Codin atuará junto aos investidores para facilitar a instalação de novos empreendimentos em território fluminense.

“O setor decresceu cerca de 50% no Estado do Rio nos últimos anos”, disse José da Rocha, presidente do Simperj. “Esse projeto acelerará o progresso da nossa indústria. Não estamos somente oficializando um programa, estamos reconhecendo que o setor pode crescer.”

Julio Bueno, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, lembrou que o Estado está em sétimo lugar no ranking do consumo de resinas. “Temos mercado consumidor potencial em ascensão e matéria-prima, só nos falta desenvolver a cadeia produtiva”, disse. Segundo Bueno, a capacidade de produção de matéria-prima petroquímica do Rio passará dos atuais 1,54 milhão para 4,6 milhões de toneladas por ano, tornando o Estado o maior polo petroquímico do País.

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