Indústria carioca quer prorrogação de carência para as empresas afetadas por desastres naturais

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Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan, reuniu-se hoje (24) com Guido Mantega, ministro da Fazenda, para debater, dentre outros assuntos, o prazo de carência de financiamento para empresas afetadas por desastres naturais. “Isso está bem encaminhado. Já foi discutido com o BNDES. E o ministro disse que, em breve, o Conselho [Monetário Nacional] vai decidir favoravelmente”, disse Vieira, ao falar sobre a proposta de prorrogação da carência.

Segundo Vieira, a linha de crédito do Programa Especial de Recuperação – PER do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES foi concedida a mais de 4,7 mil pequenas e médias empresas em 15 cidades do Rio de Janeiro, nos últimos dois anos. Ainda de acordo com ele, foram concedidos R$ 583 milhões.

Na reunião também foi discutida a extinção da multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, cobrada dos empregadores no caso de demissão sem justa causa. A extinção da multa foi aprovada pelo Congresso e depende de sanção da presidenta Dilma Rousseff. Segundo o presidente da Firjan, Mantega se comprometeu a lutar para que a extinção da multa não seja vetada.

A contribuição de 10% foi incorporada em 2001 à multa de 40% do FGTS e é paga pelas empresas ao governo, e não ao empregado, para fazer frente ao desequilíbrio entre a correção dos saldos das contas individuais do FGTS, decorrente dos planos Verão e Collor, e o patrimônio do fundo.

Fonte: com informações da Agência Brasil.

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