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Impressão 3D auxilia na construção de telescópio da Estação Espacial Internacional (ISS)

Redação de NEI
Escrito por Redação de NEI em 17 de junho de 2020
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Tecnologia da Stratasys reduziu em dez vezes o custo de produção e economizou um ano de trabalho da equipe de desenvolvimento.

No final de maio, milhões de pessoas em todo mundo acompanharam o sucesso do primeiro voo tripulado da missão Crew Dragon, da SpaceX, que levou dois astronautas americanos até a Estação Espacial Internacional (ISS) em cerca de 19 horas.

Muito do que vai ao espaço hoje é fruto da impressão 3D. Um exemplo, é o telescópio italiano Mini-EUSO, que acaba de ser instalado no módulo russo da ISS, e em cuja construção foi empregada tecnologia da Stratasys, líder mundial em impressão 3D.

Telescópio UV instalado na janela da ISS
Telescópio UV instalado na janela da ISS.

“O Mini-EUSO vai registrar, pelos próximos três anos, todos os objetos e eventos espaciais e atmosféricos à vista, incluindo emissões UV noturnas, eventos luminosos transitórios, meteoros, detritos espaciais e muito mais”, explica Marco Ricci, pesquisador líder do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália (INFN) .

Seleção dos materiais

Dentre os desafios do projeto, Tommaso Napolitano, Chefe do Departamento de Projeto e Construção Mecânica do INFN, destaca a necessidade de contar com um material que atendesse aos rigorosos requisitos de certificação da indústria aeroespacial e da ISS, e que também suportasse o estresse mecânico e as vibraçoes enfrentadas durante o lançamento ao espaço.

“Chegamos a construir um protótipo completo em alumínio, um dos materiais mais comuns para a indústria aeroespacial, mas os resultados ficaram aquém do esperado, com uma estrutura muito pesada e sem o isolamento necessário para as correntes elétricas internas. A resina ULTEM™ 9085, da Stratasys, se provou ser a alternativa ideal”, lembra Napolitano, ao destacar que o uso do polímero permitiu reduzir o custo total do projeto em dez vezes e, devido à rapidez na impressão das peças, economizou um ano de trabalho da equipe de desenvolvimento.

 Estação Espacial Internacional
Estação Espacial Internacional.

Componente extremamente durável e leve, a resina ULTEM™ 9085 é um material que oferece propriedades excepcionais de isolamento e de resistência a produtos químicos e térmicos.

“Sem a capacidade de imprimir a estrutura da Mini-EUSO neste material, não teríamos cumprido as restrições de peso e de segurança da ISS”, completa Tammaso Napolitano, ao destacar que peças que compõem a estrutura mecânica do telescópio foram produzidas com uma impressora Stratasys Fortus 450mc FDM 3D.

Stratasys participa de outras missões no espaço

Além de auxiliar na concepção da nova geração de Mars Rover, veículos que serão usados por astronautas em uma eventual missão a Marte, e na impressão de suportes de matriz de antena para a constelação de satélites COSMIC-2/FORMOSAT-7, destinados a pesquisas em meteorologia, ionosfera, climatologia e clima espacial, a Stratasys auxilia a NASA na produção da sua espaçonave Orion, que irá explorar o espaço profundo, e é a espaçonave com a qual a NASA pretende voltar à Lua.

 Espaçonave Orion, da Nasa
Espaçonave Orion, da Nasa.

A chave dessa missão são os materiais avançados da Stratasys – incluindo uma variante de ESD do novo Antero™ 800NA, um termoplástico à base de PEKK que oferece propriedades mecânicas, químicas e térmicas de alto desempenho.

A utilização da impressão 3D na indústria aeroespacial permite que os engenheiros utilizem materiais altamente resistentes ao calor, ao frio e à alta pressão de maneira mais eficiente, veloz e com muito mais precisão, uma vez que nesse tipo de aplicação, cada medida e espessura necessita ser perfeita.

A Stratasys também está trabalhando com a Boom Technologies, startup sediada em Denver, no Colorado, que planeja criar aeronaves comerciais supersônicas. A Boom espera voar em meados da década de 2020 e já tem pré-encomendas da Japan Airlines e da Virgin Group.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Stratasys.

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