I Encontro de Líderes da Indústria debate produtividade e inovação para crescimento do Brasil

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Em comemoração aos 40 anos da Revista NEI e 30 edições da Feira Internacional da Mecânica, foi realizada nesta manhã o I Encontro de Líderes da Indústria, no hotel Holiday Inn, ao lado do Anhembi, em São Paulo, onde é realizada a feira, que segue até 24 de maio. Organizado por NEI Soluções e pela Reed Exhibition Alcantara Machado, promotora da Mecânica, o encontro foi composto por duas palestras: “Produtividade e crescimento no Brasil”, com Ildefonso Alvim de Abreu e Silva e Bjorn Hagemann, sócios da McKinsey & Company; e “Inovação tecnológica na indústria – condição para a modernização e a competitividade interna e externa”, com Marcelo Prim, diretor nacional de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai.

Na ocasião, os sócios da McKinsey & Company comentaram cinco mudanças que influenciarão as empresas nacionais. São elas: grande equilíbrio entre as balanças dos países; desaceleração do crescimento demográfico populacional compensado por ganho de produtividade; demanda por recursos finitos aumentando e fornecimento se tornando mais volátil; crescente fluxo de dados permitirá novos níveis de controle, colaboração e extração de valor; e avanços econômicos. Para eles, parte dos ganhos sustentáveis de competitividade tem início na modernização das práticas e processos das empresas e, apesar da melhora da competitividade brasileira, o País está longe do patamar ideal. “A iniciativa privada continuará sendo a impulsionadora do desenvolvimento, devido aos desafios relacionados à eficácia do governo”, disseram. “A produtividade será o maior fator do crescimento futuro do PIB brasileiro, em função de nossa pirâmide populacional e nível de emprego.”

Já o diretor do Senai dedicou sua palestra aos problemas vividos no Brasil que atrasam a subida de posições na lista dos países mais  inovadores. Comentou a falta de investimento, laboratórios, centros de pesquisas e inovação, educação, profissionais qualificados e de parcerias entre empresas e universidades, entre outras necessidades. Além do trabalho realizado para melhorar essa posição, como as atividades do Senai, o Brasil tem muito para evoluir. Para Prim, a educação é a base, e citou como exemplo a Suíça, que se tornou a primeira do ranking porque investe arduamente em educação. O diretor afirmou que o trabalho é longo e vai demorar de 20 a 30 anos para o Brasil subir alguns níveis, mas que é possível acelerar se houver criação de muito mais parcerias internacionais e incentivos para que pequenas se tornem médias empresas e médias se transformem em grandes.

A maior feira industrial do Brasil é fundamental na trajetória de NEI

A Feira Internacional da Mecânica é parte importante da história de NEI. A equipe editorial visitou todas as edições desde 1974, a fim de divulgar as tendências mundiais de diversos setores, contribuindo para a modernização do parque industrial do Brasil e de vários países nestas três décadas. Além disso, como de costume, no mês do evento e no anterior, NEI antecipa diversos lançamentos para que os leitores possam fazer os contatos previamente e programar a visita aos expositores dessa megafeira.

Na 30ª edição são expostas mais de 2.100 marcas nacionais e internacionais, com participação de empresas da Itália, Espanha, Áustria, República Checa, Turquia, China, Taiwan, Japão, Argentina e outros países. A organizadora prevê 100 mil visitantes qualificados.

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