FISPAL TECNOLOGIA – As novas soluções para incrementar as indústrias de alimentos e bebidas

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29a Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas agrupará lançamentos de duas mil marcas no Anhembi, em São Paulo, de 25 a 28 de junho. Alguns desses lançamentos, pesquisados pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções, você confere em NEI.com.br.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – Abia, em 2013 o crescimento da produção de alimentos em volume deve ser de 4,5 a 5,0%; o crescimento das vendas reais (deflator do setor) deve ser de 5% a 6%; e as exportações fechar entre US$ 45 e 48 bilhões.

De janeiro a novembro de 2012, a indústria de alimentos e bebidas faturou R$ 426,7 bilhões contra R$ 383,4 bilhões em 2011 (participação de 9,3% no Produto Interno Bruto – PIB e na indústria de transformação, 19%). Nesse mesmo período de 2012, essa indústria apresentou 11,3% de crescimento nominal em valor de produção; 3,74% de crescimento da produção física; e 4,96% de crescimento das vendas reais.

O saldo comercial em 2012 (até novembro) ficou em US$ 37,8 bilhões. As exportações representaram US$ 43,4 bilhões e as importações, US$ 5,6 bilhões. As vendas no mercado interno (varejo alimentar e food service) em 2012 somaram R$ 328,1 bilhões, contra R$ 293,3 bilhões em 2011. A associação divulgou ainda que de janeiro a novembro do ano passado foram criados 59 mil postos de trabalho, computando 1,680 milhão de vagas.

Impulsionando o setor
No Brasil, as indústrias alimentícias apostam em ampliações e fusões. A Tetra Pak, por exemplo, deve concluir em 2015 o projeto de expansão de sua fábrica em Ponta Grossa (PR), com investimento de R$ 150 milhões, aumentando a capacidade para 14 bilhões de embalagens ao ano e gerando mais 150 postos de trabalho. A Ambev construirá nova cervejaria no Paraná com investimento de R$ 580 milhões, prevista para começar a operar em 2014. Serão criados mil postos de trabalho durante as obras e cerca de 500 empregos diretos e indiretos após o início da operação. Inicialmente, a capacidade total será de sete milhões de hectolitros. Além disso, a empresa já prevê ampliação, envolvendo cerca de R$ 100 milhões, da nova maltaria inaugurada em Passo Fundo (RS) em 2012.

A Castrolanda e a Batavo investem R$ 120 milhões na primeira unidade de leite das empresas em São Paulo, em área de 630 mil m² em Itapetininga, para produção inicial de 500 mil litros por dia. A fábrica deve começar suas atividades em 2014, gerando cerca de 250 empregos diretos e 1.260 indiretos.

Em janeiro deste ano foi inaugurada, com investimento de R$ 40 milhões, a nova área da unidade fabril da Yakult em Lorena (SP) com 23 mil m2 de área construída, que permitirá o aumento da produção de três linhas de produtos, antes fabricadas em São Bernardo do Campo (SP), e a criação de 40 novos postos de trabalho. A fabricante paulista dos sucos Camp General Brands e a indústria de polpa de frutas Nutrimarcas, instalada no Rio Grande do Norte, fundiram-se no ano passado e anunciaram que cerca de R$ 30 milhões devem ser dedicados à construção de nova fábrica de envase em Mossoró (RN), gerando 500 empregos, e ao treinamento de dez mil agricultores.

Setor de alimentos e bebidas crescerá 8,2% por ano até 2020, aponta pesquisa
Segundo dados do estudo CityNav Brasil da consultoria internacional McKinsey, divulgados em janeiro deste ano pela revista Supermercado Moderno (publicação do grupo Carvajal, mesmo de NEI Soluções), até 2020 o mercado brasileiro de bens de consumo no País saltará de R$ 2,2 trilhões para R$ 3,5 trilhões, tornando-se o quinto maior mercado mundial. A consultoria prevê que será necessário o equivalente a mais 13 BRFoods, 4 Ambevs e 7 Unilevers para abastecer as prateleiras com alimentos, bebidas e cuidados pessoais. Projeta-se que anualmente, até 2020, o crescimento do setor de alimentos e bebidas será de 8,2%.

Algumas das principais razões desse avanço são: grande maioria da população estará na faixa etária economicamente ativa, baixo índice de desemprego e disposição do brasileiro em comprar. O estudo aponta ainda que o crescimento será mais pulverizado, atingindo cidades médias e pequenas de todas as regiões.

Com isso, as indústrias terão de aumentar a capacidade de produção e, com o varejo, pensar em soluções logísticas. Juntos, terão ainda de lidar com consumidores de perfi­s diferentes, atender novas necessidades, aperfeiçoar negociações, reduzir a ruptura. A concorrência será maior e mais qualificada.

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