Feriado e manifestações prejudicam exportações em julho

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De 8 a 14 de julho (cinco dias úteis) as exportações brasileiras somaram US$ 4,240 bilhões, com média diária de US$ 848 milhões. As importações, no período, foram de US$ 4,859 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 971,8 milhões. Os resultados apontam déficit semanal na balança comercial de US$ 619 milhões, com média diária negativa de US$ 123,8 milhões.

Considerando a média, as exportações diminuíram 11,6% na comparação com a primeira semana de julho (US$ 958,8 milhões), impulsionada pelas quedas nas exportações de três categorias de produtos: Semimanufaturados (-20,3%) apontou retração nas vendas de produtos de ferro e aço, ligas de alumínio, açúcar em bruto e borracha sintética e artificial; Básicos (-17,5%) retraiu, principalmente, devido a baixa venda de petróleo em bruto, farelo de soja, trigo em grãos e café em grãos; e a queda (-1,9%) dos Manufaturados foi puxada pelos embarques para aviões, etanol, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos, e máquinas para terraplanagem.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, o menor movimento de exportação verificado na segunda semana de julho foi influenciado pelo feriado do dia 9 de julho, no estado de São Paulo, e também pelas inúmeras manifestações em todo o País que dificultaram o acesso a portos de embarque. A média diária de exportação do porto de Santos-SP, por exemplo, registrou redução de 29,5% entre a primeira (US$ 254,4 milhões) e a segunda semana do mês (US$ 179,4 milhões).

Já as importações, no período, cresceram 5,7% sobre a média diária da primeira semana (US$ 919,2 milhões), explicada, especialmente, pelo crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, adubos e fertilizantes plásticos, e cereais e produtos de moagem.

No acumulado mensal. As exportações brasileiras apontam média diária de US$ 903,4 milhões, apontando queda de 5,4% na comparação com o desempenho diário de julho de 2012 (US$ 954,7 milhões). Semimanufaturados (-38,5%) e Produtos básicos (-6%) são as principais retrações. Já a categoria de Produtos Manufaturados aponta o principal resultado positivo, com crescimento de 7,9% nas exportações – motivada, principalmente, pelas vendas de plataforma de perfuração, automóveis, aviões, medicamentos, óleos combustíveis e suco de laranja não-congelado.

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