Feimafe 2013: mais de 60 novos produtos que ajudarão sua empresa a inovar

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Centro de usinagem universal de 5 eixos, máquinas sem hidráulica, troca de ferramentas livre de cavaco e o conceito de carga e descarga das máquinas com trocador de peças linear são inovações do setor de máquinas-ferramenta

Novas tecnologias relacionadas a máquinas-ferramenta, automação, controle de qualidade integrado à fabricação, dispositivos, componentes e ferramentas permeiam a 14ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe, que acontece de 3 a 8 de junho no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Neste mês, você tem a oportunidade de conhecer mais 63 novos produtos que serão destaque neste evento, o maior do setor metalmecânico na América Latina, pesquisados pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções. Somados aos 43 produtos divulgados em maio/13, na seção Pré-Feimafe, são mais de 100 novas máquinas e equipamentos desenvolvidos para otimizar os processos fabris, disponíveis também em NEI.com.br.

A Feimafe 2013 acontece em meio a desafios tecnológicos e sinais de retomada da indústria brasileira. Para André Luís Romi, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – CSMF da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, são muitos os obstáculos do setor, desde investir pesado em Pesquisa & Desenvolvimento até elevar a qualificação dos profissionais. O desafio maior, porém, é estar em condições de igualdade para competir com as indústrias estrangeiras. “Hoje o fabricante nacional questiona até onde vale a pena fabricar no Brasil ou importar o produto final. Quando decide pelo importado, fatalmente não investirá na produção local e, consequentemente, dispensará a compra de máquinas-ferramenta, nacional ou importada”, avalia, criticando o sistema tributário. Para aumentar sua competitividade, é preciso também investir mais em inovação. Segundo o último ranking de inovação, publicado pela World Economic Forum, o Brasil ocupa a frustrante 48ª posição, atrás de países como Brunei, Azerbaijão e Malta.

As inovações mais recentes do setor
Presente em praticamente 100% dos processos de fabricação, o setor de máquinas-ferramenta também é cobrado por atualizações, principalmente inovações tecnológicas vinculadas a questões ambientais. De acordo com Marcelo Otávio dos Santos, professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, os mais novos desenvolvimentos do setor, como os centros de usinagem universais que podem tornear e fresar com altíssima velocidade e precisão, máquinas sem hidráulica e o conceito de carga e descarga das máquinas com trocador de peças linear, vêm acompanhando – e atendendo – essas exigências.

Como forte tendência, ainda segundo o professor, o centro de usinagem universal de 5 eixos oferece uma vantagem significativa: a peça a ser usinada pode ser posicionada através do giro do eixo A, na horizontal ou inclinada para baixo, de forma que o cavaco possa cair fora da peça. Já nas máquinas convencionais com fuso e eixo B verticais, o cavaco permanece no interior das peças, dificultando o processo.

“Outra inovação tecnológica é a troca de ferramentas livre de cavaco. Hoje, as máquinas com nariz do fuso “inteligente” garantem alta precisão na troca de ferramenta. Os sensores instalados no nariz do fuso detectam e avaliam qualquer deformação assimétrica provocada pelo cavaco no ponto de fixação da ferramenta. E, via sinais de radiofrequência, as informações são transmitidas ao comando da máquina, que sinaliza a situação de erro para a troca de ferramenta”, diz Santos.

Os sinais de retomada
Segundo pesquisa interna da B. Grob do Brasil S.A, atualmente as máquinas-ferramenta produzidas no Brasil para o mercado nacional representam 95% dos pedidos firmados, ficando apenas 5% para a exportação. Tradicionalmente as exportações dos fabricantes do setor representavam cerca de metade da sua produção, mas a valorização do real em relação ao euro e a elevada demanda interna mudaram esse cenário. Na contramão, em 2012, 77,6% das máquinas-ferramenta consumidas pelo Brasil foram importadas e somente 22,4% produzidas no País.

Os dados são preocupantes em termos de produção nacional, mas números recentes divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES indicam sinais de retomada. Os desembolsos do banco para a indústria somaram R$ 13,5 bilhões no primeiro trimestre de 2013, alta de 109% na comparação com o mesmo período de 2012. O volume é o mais alto da história do BNDES para um primeiro trimestre, com destaque para os desembolsos ao setor de máquinas-ferramenta, que cresceu 135% no período.

As liberações automáticas, por meio da Finame, para máquinas e equipamentos atingiram R$ 16,3 bilhões, indicando crescimento de 70% em relação ao mesmo período de 2012. Desse total, R$ 4,8 bilhões foram destinados a “equipamentos não transporte”, representando alta de 90% em relação a janeiro/março do ano passado. Nessa categoria estão segmentos fundamentais à expansão industrial, como o de  maquinário de caldeiraria (596%), máquinas-ferramenta (135%) e máquinas para movimentação de carga (115%).

Os fortes desembolsos para o setor de bens de capital justificam a importância do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, que oferece taxas mais baixas para a aquisição de máquinas e equipamentos. Só os desembolsos do PSI, entre janeiro e março, somaram R$ 20,2 bilhões.

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