Feimafe 2015: conheça antecipadamente mais de 40 lançamentos do evento

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Esta seção especial apresenta alguns dos lançamentos que serão destaque na 15ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece de 18 a 23 de maio no Anhembi, em São Paulo, SP, considerada a mais completa feira do segmento na América Latina. A próxima edição da Revista NEI e aqui, no NEI.com.br, também terá outros lançamentos da Feimafe, compondo uma série de soluções que podem contribuir para a modernização do parque fabril.

Para conhecer o principal avanço tecnológico na área de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI Soluções conversou com especialistas de processos produtivos. Adalto de Farias, mestre em engenharia mecânica, especialista em processos de produção e máquinas-ferramenta e professor do Centro Universitário da FEI, apontou o surgimento recente das máquinas multitarefas híbridas, conceito que será encontrado na Feimafe.

O termo híbrido, nessa situação, se refere à união de avançadas tecnologias da manufatura não subtrativa – isto é, sem remoção de material, o que é o oposto da usinagem –, em uma máquina-ferramenta CNC de usinagem, informou Farias.

“Os fabricantes de máquinas já enxergaram as possibilidades dessa tecnologia associada à usinagem convencional”, destacou o docente. “Trata-se de sistema de adição de material por fusão, chamado de Sinterização Seletiva por Laser, que faz a deposição consecutiva de pequenas camadas de material, praticamente na geometria final da peça. É similar à tecnologia utilizada nas máquinas para a fabricação de peças e protótipos rápidos com polímeros, porém esse é um caso mais recente, cujo trabalho é realizado com ligas metálicas. Para polímeros, já se tem um bom domínio, mas para metais ainda há bastante para ser desenvolvido.”

Como exemplo, Farias comentou a produção de peças extremamente técnicas que exigem resistências mecânicas diferenciadas ao longo dos perfis, como pontas de eixo, colos para rolamentos e colos de retentores em eixos. “Durante a usinagem, um módulo/cabeçote/ferramenta da máquina entra no eixo árvore e modifica a superfície depositando com Laser pó metálico de material com resistência mecânica diferente do metal-base. Logo após, a região pode ser usinada com uma ferramenta convencional”, disse. Outra utilização citada pelo professor é no reparo de lâminas de turbinas da indústria aeroespacial, peças de fabricação extremamente caras.

“Infelizmente ainda desconheço grandes estudos no Brasil”, destacou o professor. “O que vemos bastante é a expansão do comércio de máquinas de prototipagem de polímeros de pequeno porte, mas nada similar a uma
máquina com conceitos híbridos.”

Ainda nesse contexto de máquinas híbridas, mais uma novidade é a união de outra tecnologia de ponta: a solda por atrito linear (Friction Stir Welding – FSW), solda sem adição de material, que pode ser executada em centros de usinagem com as devidas adaptações.

Segundo o docente, a grande vantagem é unir duas ou mais peças de geometrias simples para gerar uma complexa – por exemplo, elemento da estrutura da asa de avião e longarina de carro ou caminhão –, por meio da usinagem, uma vez que o processo FSW pode ser um resíduo de material a ser removido.

“Trabalhei com a adaptação de um centro de usinagem convencional para tornar o processo mais acessível e simples de ser executado, já que esse tipo de máquina é especial, o que significa alto custo e aplicação limitada. E acredite, foi realmente um desafio”, contou Farias.

Movimentação do mercado

O ano começou com a desvalorização do real frente ao dólar, encarecendo as importações, estimulando as exportações e abrindo espaço para a substituição por nacionais. E essa é a grande aposta de Henry Goffaux, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq para o fortalecimento do segmento de máquinas e equipamentos e um dos principais estímulos para a competitividade do País. Além de crer no movimento interno aquecido pela atualização do parque industrial. “Acredito, sim, na substituição de máquinas mais velhas, por meio de planos como o nosso Modermaq, isso pode ser um impulso importante para alcançarmos novamente a produtividade”, disse Goffaux. “O Modermaq é uma modalidade do Finame que permite financiamento de até 90%.

Para auxiliar o setor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES amplia as alternativas de financiamento para a compra de bens de capital de fabricação nacional. O banco passa a adotar uma nova taxa de juros fixa, a valores de mercado, para complementar os financiamentos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, cujo limite é de 50% (grande empresa) e de 70% do valor do bem (para empresas de porte menor). O cliente, entretanto, pode financiar até 90% do valor, complementando a taxa do PSI com taxas de mercado. A novidade é que o BNDES oferece aos clientes a opção de cobrir a parcela que exceder os 50% ou 70% também com uma taxa fixa, a custo de mercado.

O novo instrumento já está disponível, sendo adotado inicialmente para a aquisição de ônibus, caminhões e para o BNDES Procaminhoneiro. Na segunda etapa, o benefício será ampliado para o financiamento dos demais bens de capital financiados pelo BNDES PSI.

A indústria brasileira de bens de capital mecânicos fechou 2014 com faturamento real de R$ 71,2 bilhões, consumo aparente de R$ 108,2 bilhões, faturamento interno de R$ 39,5, exportações de US$ 13,4 bilhões (aumento de 7,4% em relação ao ano passado, impulsionado pelos Estados Unidos), importações de US$ 28,7 (queda de 12,1% em relação a 2013) e mais de 242 mil trabalhadores. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

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