Exportação – o desafio dos 3%

2 minutos para ler

A pauta exportadora do País precisa – e com urgência – ampliar a participação de bens industriais. É neles que está o maior valor econômico agregado e, portanto, é com eles que o esforço exportador obtém maior recompensa.

Se queremos alcançar sucesso nessa ampliação, governo e indústrias exportadoras precisam organizar sua estratégia para apropriar-se do maior número possível de oportunidades criadas por um mercado mundial competitivo e dinâmico. Em resumo, é preciso adotar um viés global, um “pensar grande”, sobretudo um pensar grande que inclua os países emergentes.
Segundo previsões do Fundo Monetário Internacional-FMI, até 2015, a participação dos países emergentes, Rússia, Brasil, China e Índia, no comércio internacional passará, dos 28% registrados em 2005, para 33% em 2015.
A má notícia é que o Brasil – ainda segundo as perspectivas do FMI –
vai manter seus 3% de participação, caso se limite ao que está fazendo hoje.
A parcela de participação perdida pelo chamado G7, cerca de 6% do comércio mundial, será abocanhada exclusivamente pela China e Índia.
Os fluxos de importação e exportação de bens industriais e industrializados estão mudando, e novos players estão ingressando no jogo. Em resumo, competição e oportunidades crescem simultaneamente, e analistas da economia internacional mencionam como países que merecem ser acompanhados pelo Brasil, além dos seus concorrentes do BRIC, México, Coreia do Sul, Tailândia, África do Sul, Turquia, Malásia, Indonésia e Cingapura.
São esses os países que dão melhor resposta aos critérios de desenvolvimento potencial, importância econômica, infraestrutura tecnológica e crescimento demográfico.
Encontrar uma hierarquia dentro desse grupo, para melhor focar atenção e recursos, é parte do desafio exportador brasileiro. Que se resume no dilema de contentar-se com os 3% do crescimento vegetativo do mercado internacional, ou fazer jus realmente à condição de emergente.
Isso sem abandonar os grandes mercados europeu e norte-americano, que, apesar das perdas relativas, ainda são, disparados, os melhores mercados para nossos produtos industriais. Sem eles não se pode sonhar nem com os 3%.

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-