Entre a Lei e a Multa: como preencher as cotas para PNEs nas indústrias estabelecidas pela Lei? II

3 minutos para ler

Boas Práticas em Programa de Inclusão

– Imprimir maior esforço na etapa inicial do programa de inclusão;

– Treinar e conscientizar colaboradores internos e lideranças para a chegada e o relacionamento saudável entre todos o profissionais da empresa; Fazer palestras e treinamentos contínuos para todos os funcionários.

– Elaborar ações efetivas que contribuíam para o fim da discriminação e o preconceito;

– Garantir estabilidade e crescimento para estes profissionais;

– Eliminar barreiras físicas, programáticas e atitudinais com relação aos PNEs. Eliminar barreiras que possam inviabilizar a produtividade e aumentar a integração dos funcionários.

– Investir e garantir acessibilidade física: mobilidade e usabilidade para qualquer pessoa em todos os espaços;

– Investir e garantir acessibilidade digital: mobilidade e usabilidade de recursos computacionais.

– Estimular empresas para qualificarem essa mão-de-obra, pois as políticas públicas são insuficientes;

– Cuidar para que não ocorra frustração, tanto para PNEs e empresas;

– Enfrentar a dificuldade de identificar, recrutar, reter PNEs qualificados e fazer com que as empresas se envolvam com programas de treinamento para os candidatos, direta ou indiretamente via instituições, ONGs ou convênios.

– Levar e consideração que, uma cultura organizacional baseada em valores éticos e um clima organizacional satisfatório podem ser um grande aliado na captação e retenção de PNEs talentosos.

a) Período de Contratação e Demissão:

Pessoas com Deficiência Visual: Para a assinatura dos documentos e do contrato de trabalho esse candidato utilizará régua ou Guia.

Pessoas Surdas: É necessário um suporte (tradutor de Libras) para colaborar para maior compreensão de questionamentos que possam surgir por ambas as partes.

b) Mobilidade, Permanência e Bem-Estar

Cadeirantes: Providenciar rampas de acesso, banheiros adaptados, vagas exclusivas em estacionamentos, guias rebaixadas, mobiliário adaptado, circulação facilitada.

Pessoas com deficiência Visual: Piso tátil., comunicação em Braile, agenda com voz, calculadora com voz, sinalizadora sonora, lentes de aumento, telefones com dígitos grandes, software de leitura de voz, ampliadores de tela de computadores.

Estas ações podem ser decisivas para garantir a chegada e a permanência saudável dos PNEs nas indústrias. É muito bom quando deparamos com experiências advindas dessa Lei que já traduzem boas práticas para o mercado. Atualmente podemos nos deparar com pessoas portadoras de nanismos (anões) trabalhando nos procedimentos de embarques nos aeroportos, com pessoas portadoras de deficiência mental nos servindo em redes de lanchonetes e parques de diversões, com a alta performance de portadores de deficiência visual trabalhando em laboratórios específicos, ou ter um Professor e Diretor de Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora como exemplo de carreira e de vida.

Confira no próximo Post o exemplo de duas empresas brasileiras que investem em seus programas de inclusão.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.

Você também pode gostar

1 comentário em “Entre a Lei e a Multa: como preencher as cotas para PNEs nas indústrias estabelecidas pela Lei? II

Deixe uma resposta

-