Economia

Economia ambiental - Prazer em conhecê-la!

Rafael Boschiero
Escrito por Rafael Boschiero em 29 de julho de 2011
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Você sabe qual a diferença entre uma fonte poluidora estacionária e uma fonte pontual? E a diferença entre poluentes naturais e antropogênicos? Também sabe qual a relação entre a desertificação de algumas regiões do planeta e os padrões de consumo no mundo? Qual a relação entre o crescimento da China e a reputação das empresas? Todas essas respostas estão no cerne da chamada economia ambiental. É claro que o escopo desse campo de estudos é mais amplo e traz muitos conhecimentos necessários e urgentes para o mundo dos negócios. O mais importante, para aqueles que não foram, ainda, “apresentados” aos estudos e aplicações da economia ambiental ou da economia dos recursos naturais, é conhecer o que esta disciplina tem a oferecer e como as empresas podem lucrar de modo ambientalmente responsável.
O cerne da economia ambiental é explicitar a significativa tarefa de equalizar a qualidade ambiental e os negócios. A análise desse campo é rica e arrojada e se baseia na compreensão dos fundamentos do funcionamento do mercado e a relação entre atividade mercadológica e a natureza, usando esses conhecimentos para gerar decisões melhores e mais inteligentes, no mundo dos negócios.
Entre os temas abordados pela economia ambiental, estão: qualidade e escassez da água, qualidade do ar, poluição, descarte de resíduos sólidos e tóxicos, manejo de bacias hidrográficas, emissões de gases efeito estufa, gestão e justiça ambiental, logística reversa e pós-consumo, entre outros temas. A partir da modelagem dos problemas ambientais, move-se em torno da busca de soluções equalizando regulamentações ambientais, modelos matemáticos, e estudo de instrumentos de controle, e em seguida a investigação de ferramentas para auxiliar no planejamento ambiental, na qual estão presentes análises e gestão de risco, bem como a análise custo-benefício.
O estudo e a aplicação da economia ambiental agregam novas referências para os negócios, os padrões de consumo das sociedades e as políticas ambientais. A partir deles é possível conhecer e definir o que são resíduos sólidos, líquidos, o que é um consumo prejudicial, como identificar as fontes dos danos ambientais (fonte estacionária, móvel, pontual e não pontual), o que são poluentes naturais ou antropogênicos, entre outros conhecimentos que instrumentalizam a identificação de suas causas, fontes, escopo de danos ambientais e, deste modo, favorecer uma tomada de decisão mais assertiva no intuito de solucionar tais danos.
Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.

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