Conteúdo Local é destaque em Conferência Internacional da Brasil Offshore

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A plenária “Dos campos maduros ao novo desenvolvimento do pré-sal: desafios e oportunidades offhsore no Brasil”, que aconteceu na Conferência Internacional de Petróleo e Gás reuniu importantes nomes do setor Offshore, como Petrobras, Chevron, Schlumberger, Sinaval, ANP, ONIP e Wilson, Sons. Entre os assuntos mais abordados pelos palestrantes estavam o investimento em tecnologia, especialização e o conteúdo local.

Para o representante da ANP, Marcelo Borges de Macedo, Chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local, é importante que as empresas sigam corretamente as regulamentações. “Conteúdo local não é reserva de mercado, adotamos esse critério para o desenvolvimento do parque industrial brasileiro e para a geração de empregos”, afirmou. O mesmo discurso foi reforçado pelo Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), através do Secretário-Executivo, Sérgio Leal. “Precisamos construir no Brasil tudo o que pudermos. Com as regras de conteúdo nacional, todo mundo sai ganhando: o país, o estaleiro, o armador e a população, que terá mais emprego”, disse.

A discussão acerca do tema, porém, gerou opiniões diversas. Para João Felix, vice-presidente de Tecnologia e Marketing da Schlumberger na América Latina, as regras de conteúdo local deveriam ser mais flexíveis. “As metas de conteúdo local muitas vezes embarreiram o desenvolvimento, pois diminui a possibilidade de trazermos tecnologia e pessoas de fora. O conceito de conteúdo local devia mudar para conteúdo nacional, pois temos vários brasileiros trabalhando no exterior e também estamos investindo em centros de pesquisa no Brasil, e isso não conta como conteúdo local”, aponta.

A Petrobras, por meio do Coordenador Corporativo de E&P, Eduardo Alessandro Molinari, citou a parceria da empresa com mais de 120 universidades e o Cenpes, seu centro de pesquisa no Rio de Janeiro, que vai receber novos vizinhos em breve, entre eles, as empresas Halliburton, TenarisConfab, Siemens, EMC Computer Systems, Baker Hughes, FMC Technologies, Usiminas e BG. Carlos Camerini, Superintendente de Tecnologia da Onip, também lembrou que os fornecedores menores são os que mais encontram dificuldade de acesso à tecnologia.

Em relação aos desafios na área de RH, Patrícia Pradal, Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Chevron, destacou a necessidade de investimento em qualificação profissional. “No Brasil, há um grande gap na área de Recursos Humanos. Se cada um de nós puder exportar nossa expertise, por exemplo, a partir da parceria com universidades, todos têm a ganhar. Assim podemos acompanhar o desenvolvimento das tecnologias necessárias para o setor.

Encerrando, Renata Pereira, da Wilson, Sons, lembrou que outro grande desafio no Brasil é a logística. “O país tem dimensões continentais, o que torna a logística complexa, principalmente no que diz respeito a armazenamento e transporte de pessoas e equipamentos”.

Assista aqui os vídeos da cobertura de NEI Soluções na Brasil Offshore:

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