Confiança da indústria cai frente a economia

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Com redução de 5,5 pontos em relação a julho/10, o otimismo dos empresários industriais brasileiros atingiu 57,9 pontos em 2011, sendo esse o menor resultado na média histórica, que foi de 59,6 pontos. As informações são do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última terça-feira (19).

O estudo, realizado desde 1999, traz uma escala de 0 a 100, sendo que valores abaixo de 50 pontos indicam a falta de confiança do mercado.

Segundo a CNI, o baixo resultado é proveniente da percepção de piora nas condições de negócio em relação aos últimos meses. Nesse caso, o indicador reduziu dos 57,6 pontos em julho/10 para 45,4 pontos em julho/11. No mesmo período, a percepção quanto à empresa também recuou (-12,1 pontos), chegando a 49,7 pontos.

O economista da CNI, Marcelo Souza Azevedo, afirma: “Os dados confirmam que os empresários estão preocupados com os efeitos do aumento da inflação e das medidas de contenção do consumo sobre a economia e a produção das indústrias”.

Apesar dos baixos resultados, as expectativas futuras são melhores. Sobre o desempenho da economia e das empresas, o resultado ficou em 62,7 pontos.

O ICEI de julho foi calculado com base nas entrevistas realizadas com 2.103 empresas entre 1º e 15 deste mês. Entre as indústrias entrevistadas, 1.127 são pequenas, 684 são médias e 292, grandes.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Crédito: Wesley Sarto é graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduado em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desde de 2004 atua na área de comunicação e marketing e desde de 2007 integra a equipe de NEI Soluções.

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3 comentários em “Confiança da indústria cai frente a economia

  1. Wesley

    Corremos um grande risco, pois nossas industrias se voltaram demasiadamente para o mercado interno, o que é natural diante de nossas limitações tributárias e do câmbio desfavorável, contudo deixamos de focar na melhora de nossa produtividade em piso de fábrica. Isto a meu ver é um suicídio anunciado.
    Falhamos em aprimorar nossos processos, a manutenção e o desenvolvimento de materiais, quando a ilusão acabar, não teremos como nos sustentar na posição alcançada.
    Ainda há tempo, basta por os pés no chão e arregaçar as mangas.

  2. @Reinaldo Schumann
    Como comentei em nossa conversa no LinkedIn, creio que temos grandes oportunidades pela frente como os megaeventos (Copa e Olimpíadas) e o Pré-sal, mas você tem razão, precisamos “arregaçar as mangas” e investir em incremento e aprimoramento de processos.
    Se não corrermos o risco de deixar o “bonde vai passar” e quem vai aproveitar essas oportunidades são as grandes multinacionais e investidores estrangeiros.
    Abs.

    Wesley

  3. Artigo-FATO INTERESSANTE

    De alguns anos para cá é feita uma liquidação numa grande rede de loja de departamentos do país. Essa liquidação é sempre esperada de forma ansiosa por muitos. Existem pessoas que ficam na fila, dois, três dias, e até sem tomar banho por esse tempo.Justamente para pegar os primeiros lugares na fila e assim os melhores produtos. Aliás, sacrificio esse por opção própria. Agora fica a pergunta: como que para trabalhar, arregaçar as mangas de verdade muitos fazem “corpo mole”?? Será que existe realmente desemprego??

    Jupira Lucas Zucchetti
    (Contabilista em Campinas-SP)

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