Economia

Como estão as indústrias que mais exigem a classe Zero da ISO 8573

setembro 16, 2014
Tempo de leitura 4 min

Os setores alimentício, farmacêutico, químico e eletrônico são os que mais exigem de seus fornecedores operações com ar comprimido adequado à classe Zero da ISO 8573, publicada em 2010 – menor risco de contaminação de óleo, partículas sólidas e água –, pois necessitam de ar o mais puro possível para suas produções.

A indústria alimentícia está sofrendo menos com a crise, podendo ser uma aposta mais assertiva de investimento. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – Abia, em 2013 o segmento faturou R$ 484,7 bilhões (participação de 10% no Produto Interno Bruto – PIB e na indústria de transformação, 21%) contra R$ 431,9 bilhões em 2012. Ainda no ano passado, apresentou 12,24% de crescimento nominal em valor de produção; 3,16% de aumento da produção física; e alta de 4,26% nas vendas reais. As vendas no mercado interno (varejo alimentar e food service) somaram R$ 371,7 bilhões, contra R$ 328,72 bilhões em 2012. O saldo comercial ficou em US$ 37,2 bilhões (alimentos industrializados), com exportações de US$ 43 bilhões e importações de US$ 5,8 bilhões, valores que se manteram praticamente estáveis nos últimos três anos. A associação divulgou ainda que no ano passado foram criados 41 mil postos de trabalho.

Para 2014, a previsão da Abia é crescimento das vendas reais (nominais deflacionadas) de 4 a 4,5%; evolução da produção física, de 3,2 a 3,7%; e exportações totais entre US$ 44 e 46 bilhões.

Além da área alimentícia, a farmacêutica colhe bons frutos. Quanto ao avanço desse setor, em oito anos, de 2003 a 2011, o Brasil saltou de 10º para 6º no ranking mundial (maiores produtores de remédios) e a previsão é alcançar a 4ª colocação em 2016, divulgou a Interfarma, Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. No varejo, em 2013 o País faturou R$ 37,8 bilhões (preço pago na farmácia), que corresponderam a 115 bilhões de doses comercializadas; contra R$ 33,4 bilhões em 2012, representando 101 bilhões de doses vendidas – números em crescimento constante desde 2009. Porém quanto à balança comercial brasileira, os dados não são animadores. Acesse aqui mais informações.

A estimativa é de que esse mercado atinja faturamento de cerca de US$ 1,1 trilhão em 2015 em todo o mundo e de que os principais países emergentes sejam responsáveis por 28% das vendas globais em 2015, contra 12% em 2005.

Em relação a maquinário, a Câmara Setorial de Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial – CSMIAFRI da Abimaq informou que as exportações de janeiro a maio de 2014 somaram US$ 390 milhões, mesmo valor totalizado em todo o ano de 2013, sendo os principais destinos, do maior comprador para o menor, Estados Unidos, México e China. Porém, as importações até maio deste ano registraram US$ 978 milhões, contra US$ 865 milhões no ano de 2013, sendo a China a grande vendedora. Os dados da balança comercial dessa câmara são os únicos divulgados pela Abimaq.

Para a indústria eletroeletrônica, também são boas as previsões da Associação Brasileira da Indústria elétrica e eletrônica – Abinee para 2014, que indica faturamento de R$ 169 bilhões (3,3% do PIB), contra R$ 157 bilhões em 2013 e R$ 144 bilhões em 2012; aumento dos investimentos de 14%, somando R$ 4,8 bilhões (de 2013 em relação a 2012 o crescimento foi de 12%); acréscimo de 1% na quantidade de empregados, chegando a 180 mil; valor das exportações parecido com o de 2013, de US$ 7,2 bilhões; e incremento de 5% nas importações de 2013, devendo somar US$ 46 bilhões.

Quanto à indústria química nacional, que também engloba produtos farmacêuticos, registrou faturamento líquido de US$ 162,3 bilhões em 2013 (26,5% refere-se à área farmacêutica), contra US$ 160 bilhões em 2012, informou a Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, que não fez projeções para o ano de 2014. Em média, desde 1995, o faturamento líquido dessa área é crescente, idem do segmento farmacêutico. A química representou em 2013 participação de 10,5% na indústria de transformação, quarta maior no ranking do PIB industrial desde 2008; e de 2,8% do PIB total em 2012. Dados de 2013 confirmam crescimento do consumo aparente nacional de 7,1% na comparação com o ano anterior. Ainda em 2013, importou US$ 46 bilhões, contra US$ 43 bilhões em 2012, e as exportações tiveram leve queda, de US$ 14,8 bilhões em 2012 para US$ 14,2 bilhões no ano passado.

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