FEI inaugura Laboratório de Manufatura Digital

A FEI inaugura este mês o Laboratório de Manufatura Digital para pesquisas e estudos em engenharia, desenvolvido para fomentar o ensino e a pesquisa de sistemas na área de projetos, planejamento e gestão do ciclo de vida de um produto. Criado em parceria com a Siemens PLM Software, unidade de negócios da Siemens Digital Factory Division, tem como objetivo estreitar o relacionamento entre o meio acadêmico e as empresas do setor.

Panorama da evolução industrial: fatos históricos e atuais

Uma revolução é sempre caracterizada por grandes mudanças, não só no aspecto político, mas também no social, sendo a revolução industrial um marco histórico para a humanidade em ambos os aspectos. Muitos historiadores podem elencar vários movimentos sociais que culminaram na revolução industrial no século XVIII, porém o responsável por esse processo foi, sem dúvida, a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1762. Essa primeira tecnologia desenvolveu as fábricas e, assim, os primeiros conceitos de produção, representada pelas grandes tecelagens que utilizavam teares mecânicos movidos pela energia do vapor.

Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Impressão 3D na indústria

Os avanços recentes dessa tecnologia criada há cerca de 30 anos, conhecida como manufatura aditiva, prototipagem rápida e impressão 3D, a tornaram mais prática, versátil, produtiva e acessível em todo o mundo. Somente nos três primeiros meses de 2014 foram produzidos 26.800 equipamentos no
mundo, sendo 95% destinados à indústria, porém a tecnologia está ganhando força no mercado de consumo, contou Achilles Arbex, gerente-geral no Brasil da The Association for Manufacturing Technology (EUA) – AMT, com base em informações divulgadas pela Canalys. “A flexibilidade é a grande revolução, um exemplo é a possibilidade de fazer geometrias complexas”, disse. Especialistas dizem que até 2020 a maioria das residências terá uma impressora 3D.

O impacto da impressão 3D na manufatura

A impressão 3D está para a manufatura o que a primeira viagem à Lua foi para o desenvolvimento da tecnologia aeroespacial e demais tecnologias, incluindo telecomunicações, eletrônica e óptica. Na impressão 3D também o importante não é o destino, mas a jornada. É o que se cria no caminho para alcançar um objetivo, que beneficiará muitas outras áreas.

Pesquisa mostra que microrganismos podem reduzir produção de energia solar

Biofilmes superficiais formados por fungos e outros microrganismos, e associados a outros materiais particulados, podem reduzir em até 10% a produção de energia de painéis fotovoltaicos. A descoberta é resultado do estudo “Avaliação da influência de biofilmes (fungos e fototróficos) na eficiência energética de módulos fotovoltaicos”, realizado pela pesquisadora Márcia Aiko Shirakawa, do Departamento de Engenharia de Construção Civil, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A pesquisa avaliou se o crescimento de microrganismos, no caso fungos e organismos fototróficos (como cianobactérias e microalgas), poderiam diminuir a aquisição da energia solar em módulos fotovoltaicos expostos na cidade de São Paulo.

USP inaugura em setembro laboratório para desenvolver soluções aplicadas ao pré-sal

A Escola de Engenharia de São Carlos – EESC da Universidade de São Paulo – USP inaugurará em 4 de setembro o Laboratório de Escoamentos Multifásicos Industriais – LEMI, financiado pela Petrobras com objetivo de desenvolver tecnologias que envolvam soluções na área de exploração e produção com aplicações no pré-sal. O prédio de 2 mil m2, localizado no campus 2 da USP, em São Carlos-SP, está em fase de acabamento.