Eu produzo, você consome, nós poluímos!

A conjugação destes verbos expressa de forma mais abrangente a responsabilidade solidária pela poluição. Poluição conforme a lei que estabelece a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei 6.938/91) é definida como “a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;…” e poluidor, “a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental…”, ou seja, eu e você somos potencialmente poluidores do meio ambiente.

Só pelo simples fato de existirmos, estamos demandando recursos naturais, e boa parte deles não renováveis, bem como deixando um rastro de poluição nem sempre evidente. A este efeito se dá o nome de pegada ecológica.

Consumo consciente, redução, reuso e reciclagem parecem não ser suficientes. Somos bombardeados constantemente por prognósticos catastrofistas e anúncios de limites da capacidade de suporte da vida humana na terra. Igualmente se acirra os debates sobre uma pseudo “crise civilizatória do capitalismo e sua lógica sacrificial, predadora, racista e patriarcal… do direito a viver bem em contraposição ao principio econômico do crescimento contínuo”.

Ideologias à parte ocorrem que todas as tentativas de fixar os limites de sustentabilidade da terra foram inexoravelmente frustradas. No máximo se consegue estimar os impactos futuros a luz das tecnologias e práticas presentes. Melhorias contínuas, rupturas e revoluções tecnológicas, culturais e socioeconômicas, tem sistematicamente elevado os limites da capacidade de suporte da vida humana no planeta.

Como consumidores precisamos considerar nas nossas escolhas (consumo consciente, a redução, o reuso e a reciclagem) a demanda indireta ou oculta de recursos naturais, com destaque sobre os não renováveis. Ou seja, considerar a energia, água, recursos minerais, transportes e processos produtivos e seus impactos no meio ambiente para orientar as nossas decisões de consumo.

Indústrias terão metas de reciclagem

O secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano, assinará, nesta terça-feira (30), resolução que define os produtos que geram resíduos de impacto significativo no meio ambiente.

O objetivo é cobrar das empresas responsáveis metas de reciclagem desses produtos em São Paulo.

De acordo com a resolução, as companhias terão de manter, individualmente ou por meio de parcerias, postos de entrega voluntária das embalagens ou dos produtos depois de consumidos. Estão na lista pneus, lâmpadas fluorescentes, baterias de carros, produtos eletroeletrônicos e embalagens de bebida, comida e produtos de limpeza, entre outros.

Responsabilidade social e ambiental, sua indústria tem?

As indústrias estão se preocupando cada vez mais com responsabilidade social e ambiental, que já são temas antigos e bastante explorados em outros segmentos de marcado, como bancos, por exemplo, mas a indústria, particularmente, ainda tem grande carência de projetos e iniciativas nesses dois setores.