Produção de biomassa a partir de tocos e raízes de eucaliptos leva a Eldorado a anunciar investimentos de R$300 milhões em térmica no MS

A fabricante de celulose Eldorado Brasil vai aproveitar tocos e raízes de eucalipto, não utilizados na operação de colheita, para geração de energia a partir de biomassa. A empresa venceu o leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado no final de abril 2016, com o projeto Usina Termoelétrica (UTE) Onça Pintada, que vai gerar energia utilizando cavacos de madeira como principal combustível, com potência instalada de 50 MW. O investimento de R$ 300 milhões na construção da UTE de biomassa prevê gerar mais de 1.000 empregos diretos e indiretos para a região.

Novos produtos que vão ajudar a indústria a economizar

Energia e água são insumos essenciais para a atividade industrial e, como dizem os especialistas, com demanda crescente e oferta com restrições.

A indústria brasileira é responsável por cerca de 41% do consumo de energia elétrica do País, segundo a Confederação Nacional da Indústria – CNI. Motores elétricos, refrigeração, ar comprimido e iluminação, juntos, representam mais de 50% desses custos. Em 2015, os preços da energia subiram aproximadamente 50%; e em 2016 os aumentos também serão salgados. Além disso, o Brasil desperdiçou R$ 12 bilhões com energia elétrica nos últimos cinco anos, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – Abesco, sendo uma das razões o fato de os equipamentos consumidores de energia elétrica em todos setores estarem obsoletos, consumindo mais energia para fazer o mesmo trabalho.

Reduza, reutilize, recicle

Reduzir o consumo, reutilizar os recursos e reciclar os rejeitos compõem a política dos 3R, há anos ensinada nas escolas dos EUA como iniciação aos conceitos de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. No Brasil, acrescentamos a essa nobre intenção a urgente necessidade de preservar margens de lucro, hoje tão comprometidas. As perspectivas para este ano indicam uma clara tendência de aumento para os produtos com preços chamados “controlados”, ou seja, as tarifas de água e energia devem ficar mais salgadas, desafiando os setores produtivos – em particular a indústria – a encontrar alternativas que ajudem a enfrentar mais um ano de vacas magras.

Mercedes-Benz aplica adesivos em máquinas e equipamentos para reduzir energia

Após implementar nas instalações produtivas, áreas administrativas e de infraestrutura, recursos para o acionamento automático, a Mercedes-Benz do Brasil, em São Bernardo do Campo-SP, lança campanha interna que consiste em colocar adesivos em máquinas de setores que apresentam as maiores perdas energéticas para conscientizar os funcionários. Até este mês, mais de 2 mil equipamentos receberão os adesivos.

AZ Armaturen investe 1,5 mi para evitar queda de energia em sua fábrica

Devido principalmente à insegurança com a energia gerada no País, podendo prejudicar a produção industrial, a AZ Armaturen do Brasil, fabricante de válvulas localizada em Itatiba-SP, investe 1,5 milhão na captação de energia por meio de gerador a diesel para toda sua planta fabril de 25.000 m² – produção, fundição, setores administrativos, enfim todas as áreas estarão ligadas ao gerador. Na segunda etapa, prevista para o final do ano, adotará gerador solar. A mudança conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Driblando as crises a partir de novas tecnologias

A indústria brasileira tem, neste ano, a difícil tarefa de enfrentar, além da crise econômica, as crises hídrica e energética, todas de uma só vez. Para driblar essa conjunção de fatores, a indústria precisa se planejar e ainda administrar de forma eficiente recursos como água e energia, indispensáveis à atividade industrial.