Economia

Brasil e Alemanha buscam acordo contra bitributação

setembro 21, 2011
Tempo de leitura 3 min

Brasil e Alemanha precisam chegar a um acordo que elimine a bitributação e dê mais segurança aos investidores. Os dois países também devem se empenhar no avanço das negociações para a liberalização do comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O alerta foi feito na última segunda-feira (19),  pelo presidente da  Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na abertura do 29º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que reúne mais de 1.500 empresários no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

As oportunidades são muitas e há muitos campos em que podemos avançar para aumentar a corrente de comércio e de investimentos e a cooperação tecnológica entre os dois países”, disse Andrade. Lembrou que o Brasil está pronto para atrair investimentos a empreendimentos que vão desde  grandes obras de infraestrutura até a organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016. Além disso,  há a exploração da camada pré-sal, que exigirá o fortalecimento da cadeia de petróleo e gás, e o desenvolvimento de energias alternativas, como o etanol, enumerou o presidente da CNI.

O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Ruy Nunes Nogueira, destacou que a política industrial do governo brasileiro tem um compromisso com a inovação e a agregação de valor ao produto nacional. Esse contexto favorece os acordos com a Alemanha na área de tecnologia e de soluções para pequenas e médias empresas. “As pequenas empresas alemãs, que são reconhecidas pela sua capacidade de inovar e de exportar, devem ser um exemplo para o Brasil”, afirmou Nogueira.

Trocas – De acordo com Hans-Peter Keitel, presidente da Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), a congênere alemã da CNI, os empresários da Alemanha têm interesses em estabelecer parcerias tecnológicas com os brasileiros. “Nós temos tecnologia e vocês têm matérias-primas. Podemos fazer trocas”, propôs Keitel.

Destacou que a Europa está tentando resolver a crise dos países com dificuldades de honrar suas dívidas, como a Grécia. Conforme o vice-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Werner Hoyer, a Europa sairá fortalecida da crise porque os países aprenderão a lição de que há limites para o endividamento. “É irresponsável deixar dívidas para gerações futuras. Os irresponsáveis sucumbem à crise”, disse Hoyer.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Eduardo Eugênio Gouvea Vieira,  enfatizou que o Rio vive um momento histórico. Além de ser palco da Copa do Mundo de 2014 e sede das Olimpíadas de 2016, o estado tem atraído atenção do mundo e recebido investimentos por causa de sua indústria dinâmica, especialmente a de petróleo e gás.

Gouvea Vieira assegurou que os empresários fluminenses estão interessados em aprofundar a sinergia que já existe com os alemães. Num momento de descontração, alertou que essa sinergia não se estenderá, porém, aos gramados dos estádios de futebol, aproveitando para convidar os alemães a comemorar a vitória do Brasil na Copa de 2014.

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