Brasil cria fibra de carbono de piche de petróleo

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Pesquisa do Exército Brasileiro em parceria com a Petrobras resulta em tecnologia inédita para desenvolver fibra de carbono de piche de petróleo. O produto fabricado em escala semi-industrial será apresentado no congresso Carbon 2013, entre 14 e 19 de julho, no Rio de Janeiro-RJ. A produção em escala industrial está em estudo.

De acordo com o major Alexandre Taschetto, gerente do Projeto Carbono do Núcleo de Competência para o Desenvolvimento de Tecnologia de Carbono do Centro Tecnológico do Exército, a vantagem da invenção brasileira é que os derivados do petróleo ou “fundo do barril de petróleo” não têm mercado significativo, o que ajuda a baratear a fibra de carbono nacional e viabilizar o uso em larga escala. Segundo o estudo, a inovação é tão resistente quanto às comercializadas no exterior.

A fibra de carbono de piche é produzida comercialmente no Japão e nos Estados Unidos, porém com piche de alcatrão ou sintético e preço comercial entre US$ 50 e US$ 1 mil o quilo. O alto custo faz com que o material, que substitui sobretudo o aço e o alumínio, seja mais usado em carros de Fórmula-1, veículos de luxo, aviões e foguetes.

“Avaliamos que a fibra de carbono de piche de petróleo brasileira pode custar entre US$ 10 e US$ 15 por quilo. A indústria automobilística acredita que se o custo da fibra estiver abaixo de US$ 15 por quilo já compensa substituir o aço por fibra em maiores quantidades”, explicou o major ao salientar que carros com peças de fibra de carbono têm mais eficiência energética e emitem menos poluentes que os com peças de aço.

Taschetto disse que, para o Exército, a nova tecnologia também é útil na fabricação de materiais para os soldados, como capacete, armamento, pistola, fuzil, metralhadora, morteiro, e para viaturas.

Fonte: com informações da Agência Brasil.

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