Ainda falta muito diálogo antes de ampliar a proporção de biodiesel

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Em meados de 1999, uma proposta encontrou amplo respaldo no Ministério de Minas e Energia e chegou-se a aventar sua introdução imediata: a mistura obrigatória de 3% de etanol anidro com óleo diesel, em âmbito nacional. Colocada a questão para o setor automotivo, que anteviu o risco para a frota circulante, este apressou-se a consultar os fabricantes de sistema de injeção de diesel (Bosch, Delphi e outros). Testes em veículos operando em usinas de álcool, com misturas maiores, entre 5% e 10%, já haviam sido iniciados. Mas os sistemistas trabalharam rapidamente e identificaram o calcanhar de Aquiles da proposta.

O uso de misturas de diesel contendo etanol, mesmo que em baixíssimas proporções, acarreta desgaste acelerado nas bombas injetoras rotativas (que são lubrificadas pelo próprio combustível) e sua quebra. Alguns fabricantes de motores demonstraram também que havia risco de motor não pegar após uma parada a quente (devido ao efeito de “vapor lock” do álcool). A proposta, amplamente respaldada pelo governo, mostrou-se inviável tecnicamente e sua implementação não se concretizou, evitando maiores problemas para a frota nacional.

Quatro anos mais tarde (2003), no governo Lula, uma acertada mudança de foco tornou viável a implementação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel ? PNPB. Iniciado com a prudência reclamada pela indústria automotiva (em função da lição anterior) com adição de apenas 2% (B2) de biodiesel, previa o aumento do percentual da mistura para 5% (B5) em 2013… leia a integra do artigo, clicando aqui.

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